domingo, 23 de junho de 2013

Pra amanhacer na sexta-feira - 29/04

Mais um passo dado. Talvez a sensação para muitos tenha sido de que não foi uma atuação brilhante, mas pensemos que foi um jogo em que nenhuma bola passou por nosso goleiro e isso tem sido raro.
Coisa boa ver de volta Don Diego em campo, como sempre ágil, veloz, preciso, imprescindível, indispensável. O pequeno Bernard, mesmo receoso e sentindo ainda, também devolveu ao time sua feição. Retomamos aos poucos nossa força máxima.
A semana começa ao menos a mim, com certa apreensão. Não vejo nela traços de pessimismo, mas de um realismo normal a um coração que se acostumou a bater mais próximo à boca. Quero que chegue logo a quinta-feira, que amanheça logo a sexta, mas dá um frio na barriga pensar em como pode ser esse amanhecer. Por outro lado sei que podemos muito e podemos mais do pensamos.
Acredito que quando acreditamos, esse acreditar move montanhas e se nossos jogadores acreditarem também ultrapassaremos e romperemos barreiras, jogaremos o ceticismo por terra e faremos silenciar os arrogantes despidos de sabedoria que saem por aí falando pelos cotovelos.
Vou amanhecer a sexta, seja como for orgulhosa do preto e do branco que me escolheram, seleção natural, loteria da vida, prêmio aos milhões que têm a sorte de terem o DNA atleticano. Daqueles que pouco se importam com falsas estatísticas, porque a realidade pulsa no peito, corre nas veias. Daqueles que não sentem menos amor por causa de blasfêmias, ao contrário só fazem amar mais. Quero amanhecer a minha sexta confiante de que o que me classifica na vida é ser atleticana, seja para a próxima fase da Libertadores, ou  pra essa vida ou outra.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho

29/04/2013 

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