Esperei
que corressem alguns dias para escrever, continuo em outra esfera da minha
existência sem crer ainda em tudo o que aconteceu entre quarta e quinta feira.
Minhas orações foram ininterruptas, minha mãe de Fátima esteve o tempo todo
ouvindo meus pedidos e sei que levou até Seu filho o clamor de mais uma filha
vestida do manto alvinegro.
Tudo
naquela quarta feira parecia surreal, nunca usei entorpecente nenhum, mas
acredito que o efeito deva ser parecido com o que senti. Minhas pernas me guiaram
até o estádio e depois de volta pra casa sabe-se Deus como. Tudo estava
estranho, diferente demais, irreal demais.
Não
era o Horto, não era o local da sorte do qual não abro mão em todos os jogos,
não tinha visto todos os amigos, a resenha costumeira não tinha acontecido. De
igual meu coração saindo pela boca e o Galo.
O
inimigo maior nem era o Olímpia era o relógio e cada vez que o ponteiro
completava uma volta eu só pensava na razão de ter chegado até ali, olhava para
o lado e em cada rosto que eu via, mais uma prece, não poderia ser em vão.
Os
torcedores do time adversário com tanta hostilidade nos olhavam com desprezo e
meus olhos se voltavam para o céu. Eles não sabiam...
Na
mistura de texto e música, só nós sabemos o caminho que percorremos. “Você não sabe o quanto eu caminhei pra
chegar até aqui. Percorri milhas e milhas antes de dormir eu nem cochilei.”
Noites
insones, sonhar com olhos abertos, almas que transbordam a vida em preto e
branco.
“Os mais belos montes
escalei. Nas noites escuras de frio chorei”. Sem
medo de distâncias, de desafios, sem vergonha das lágrimas de alegria ou
tristeza, sinônimo da verdade do sentir. Ser como somos.
“A
vida ensina e o tempo traz o tom pra nascer uma canção, com a fé do dia a dia encontro
a solução”. Aprender a acreditar no improvável, injeção de esperança, contágio
de vida.
Estava
escrito, MAKTUB em árabe, quando desejamos algo do fundo de nossas almas, o
universo conspira a nosso favor. Não tinha como ser diferente... “Meu caminho só meu Pai pode mudar”
Saudações
Alvinegras!
Leide Botelho
29/07/2013
Música:
A Estrada – Cidade Negra
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