Pra começar a coluna de hoje, recorri a um benefício que o Galo me traz, que não há título no mundo que tenha mais valor, o benefício das amizades. Não sendo hipócrita, porque eu também não vejo a hora de gritar campeão e calar todos aqueles que não respeitam as cores que amo e carrego no peito.
Durante a semana, aconteceu a movimentação no twitter de caravanas para Teófilo Otoni, como de costume. Entre os muitos personagens desse caso de amor, digno de best-seller, havia um apaixonado rapaz se colocando à disposição dos alvinegros da capital, para compra de ingressos e para receber quem fosse a sua cidade para acompanhar o jogo entre América de Teófilo Otoni e Atlético.
Longe da realidade que conheço desde muito nova, de poder estar perto do meu amado Clube Atlético Mineiro, ir ao CT, Sede de Lourdes, Mineirão, Independência e até Arena, me coloquei a pensar sobre essa parte da família que se encontra no interior. Amariam menos ou mais que os apaixonados da capital? As batidas do coração alvinegro no interior seriam diferentes?
Escolhi o protagonista da história, que com o coração listrado de preto e branco, resolveu dar letras a sua paixão. O Atleticano do interior vive esse namoro à distância, conta os dias para estar com o amado, a energia enviada antes de longe, neste domingo se deu pessoalmente.
Um sentimento de plenitude tomou os alvinegros de Teófilo Otoni, o que já se percebia nas cores que desfilavam na cidade, na manhã de domingo.
Em um jogo pouco melhor que o último, o calvário atleticano era rascunho aos 24 minutos do primeiro tempo, quando Rodrigo Sena abria o placar para o time da casa, fazendo da confiança um sentimento momentâneo de desconforto, “intrusos num mar vermelho de gente, que cantava e desafiava a esperançosa torcida do Galo”, como nosso protagonista definiu.
O gol de empate trouxe aos 6 minutos do segundo tempo uma afago, e a fé que não cessa reacendeu. As muitas bolas perdidas, o pênalti aos 28 minutos, apesar de apertarem o peito, não trariam mais que uma momentânea inquietação. O prêmio pelo amor que emanava das arquibancadas viria aos 39 minutos. Amor correspondido, que completa, que dá viço, arranca suspiros, e lança sorrisos
.
Voto de amor renovado, mesmo com a distância coroando esse amor com uma saudade que nunca termina, e convivendo com ela, tentando estar sempre o mais próximo possível, só pra reafirmar que a distância jamais separa dois corações que se importam.
O Atleticano se designa por esse amor visceral. De tão profundo, nunca esgota as possibilidades. E ama, e busca, e briga, e volta, e perdoa. E esse ser Atleticano, assim o é, aonde quer que ele esteja, sintonia perfeita, química que não se perde.
Mais três pontos, lembrança do momento em que puderam se olhar.
Só posso repetir, como em um post feito por mim na sexta feira, que o sentimento alvinegro é único, os corações batem cadenciados, o ritmo que dita a paixão é o mesmo, somos sim uma família, uma grande família! No Brasil ou em Londres, em BH ou Teófilo Otoni.
Galo é amor não é simpatia!
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 06/02/2012
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