Começando a coluna do dia 13 de fevereiro, e 13 é GALO, vou voltar na terça feira dia 07/02, onde estreou aqui na Webrádio GALO o programa Eternamente Galo, para textualizar aquilo que mais temos que é sentimento de amor sincero ao alvinegro.
Não sou de me prender a numerologia, mas vou ousar uma conta: 13 (segunda-feira) + 7 (terça-feira passada) = 20 e 2 + 0 = 2. Dois. Duas partes; de um lado um Clube, o Clube Atlético Mineiro, do outro lado a mais fiel e apaixonada torcida, a Massa Atleticana.
Na terça feira, acompanhando o programa com o Rei do Galo, percebi emoção e verdade em cada carácter usado nas postagens. Frases como “um sentimento que não se explica”, me trouxerem o tom dessa coluna.
Que ser é esse Atleticano, que se emociona do outro lado do atlântico, com a imagem de alguém que já o fez se orgulhar tanto do sentimento que cultiva? Que ser é esse Atleticano, que diante de um mito, se torna criança diante do seu super herói?
Como todo ser apaixonado, ansiamos de forma quase ensandecida por um gesto de carinho de quem amamos, e a presença de um ídolo vem como gesto de carinho absoluto, como um brinde a essa história de amor que nunca vai ter fim. É assim que somos, arrepiamos, choramos, brigamos, sorrimos e amamos. Isso é nosso e nada vai tirar.
Sentimos quando quem não ama o ser que amamos, o fere com descaso, com desrespeito, a mágoa se abre no peito, fica ali pedindo cura. Somos carentes? Não, não é carência, não posso chamar de carência a simples necessidade de amor correspondido.
Nos sonhos que os corações alvinegros carregam, há muito mais que títulos. Há respeito às cores que optamos por amar, há o sonho de profissionais que como os ídolos do passado deem seu sangue e sua vida pelo amor que ofertamos das arquibancadas.
E a magoada Massa Atleticana, dividida entre o amor e o ressentimento recebeu com palmas no dia 11/02, aqueles que no dia 29/01, chegaram em meio a hostilidade.
Por um momento me senti confusa, mas me lembrei de que o amor tem dessas coisas, e o amor perdoa, e o amor acolhe. Alguns ainda tentavam lembrar que a ferida ainda sangra, mas em suma, o sentimento era de reconciliação.
Essa intensidade de amar e perdoar é nossa. Esse brilho no olhar, essa gana de abraçar mesmo o time que ainda não agrada a muitos, é intrínseca.
Após a terceira rodada, quem pontuou de verdade foi a torcida alvinegra, com seu desmedido bem querer e seus gols de lealdade e parceria. Destaque em 100% para esse desprendimento que eterniza majestades e embala uma nação.
O que o Atleticano mais quer é fazer as pazes com seu amor, é dizer eu te amo sem medo de ser traído, é se entregar novamente e de forma inteira. Porque não sabemos amar sem entrega e tudo nesses corações é intenso!
Porque metade de nós é Atlético, e a outra metade também.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 13/02/2012
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