quinta-feira, 1 de março de 2012

A minha fantasia, não é fantasia. Ela é minha segunda pele. 20/02/2012

De repente meu filho sem saber o que vestir para comemorar o carnaval em sua escola, se lembra do uniforme do Glorioso, e de meião, calção, camisa e chuteira, parte para a festa afirmando que aquilo não era uma fantasia, era o uniforme do Galo. Sendo inevitável, falar do carnaval, assim começo minha coluna.

A festa que dá pausa ao campeonato estadual é originária da Grécia e era através desta, que os gregos com cultos, agradeciam aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Nada melhor então, que pensar em fertilidade e produção e ansiar por agradecer também aos deuses do futebol por isso. Fertilidade no campo dos talentos do elenco que possuímos e produção de gols e mais gols, no caminho que almejamos trilhar, pra alcançar lugares de onde o nome que gritamos nunca deveria ter saído.
A marchinha que irá conduzir o carnaval atleticano, ensaiada durante toda a semana, fala de um estádio, mitifica um presidente, enche de orgulho corações, e incomoda os avessos ao sentimento alvinegro, com uma chamada jogada de mestre.
Entre confetes e serpentinas, as cores com as quais fazemos da nossa fantasia nossa pele, são o preto e o branco. E não queremos nos vestir de outra forma, fazemos parte do bloco que faz festa todo dia, por qualquer coisa, que desfila uma paixão por onde vai. Somos parte de uma nação que não muda jamais seu samba enredo, nem seu nome. Nossa segunda pele é também um abadá, e está em nossas malas seja qual o lugar do mundo formos visitar.
E enquanto o país celebra, nosso sambódromo está fechado nesse final de semana. Não temos o som da charanga, nem o som da bateria. A música que embala nossa festa, agora só se ouve dentro dos corações. E ficamos contando as horas para o próximo ensaio, onde entre as quatro linhas estarão aqueles que podem realizar nosso sonho e devolver em títulos a força da nossa paixão.
Ah, como nossa festa constante incomoda... Sim, incomodamos, porque nos vestimos sempre com as cores que celebramos, porque nosso canto se ouve diariamente, porque nossa alegria não é limitada e ela contagia, e ela tem efeito cascata, e ela passa de pais para filhos e ela atinge outros estados, e ela chega a outros países, e ela não tem fim.
Ah e durmam com esse barulho!
Parafraseando a música retirada do CD de uma de nossas torcidas, “nosso amor é tão bonito, é preto e branco, é infinito, ele ultrapassa as estrelas, só com a força do nosso grito, nosso Galo é nossa vida, nos faz cantar com emoção, entre todas as conquistas, ele ganhou nossos corações”.
Fazemos parte da imortalidade que é inerente ao Clube Atlético Mineiro, e aos céticos de amor e de eternidade essas cores e esse sentimento jamais terão fim.


Saudações Alvinegras!


Leide Botelho 19/02/2012

 


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