Após 15 dias de abstinência, onde o vazio imperou no final de semana de folia, novamente a Massa e o Galo estiveram frente a frente.
Em Divinópolis ingressos a R$ 50, 2hs de viagem, um estádio que nem de longe poderia ser assim chamado. Pergunto: foi empecilho para que loucos apaixonados fossem até lá? Nem respondo porque a resposta é imagem na memória.
Tamanha devoção às sagradas cores, traz alento e a certeza de que fiz a opção certa. Jamais poderia eu, carregar em mim um manto que merecesse e gritasse por menos que isso. Meu lirismo e romantismo, não combinariam jamais com outra paixão, e eu jamais seria plena.
A que se pensar de onde tanto amor surgiu. Meu tio foi sem dúvida quem apontou o caminho, mas não tenho dúvidas de que antes mesmo de ver as cores do mundo, meu coração já havia ditado à direção.
De um pai americano convicto e de uma mãe cruzeirense resoluta, a minha história se criou alvinegra. Quantos outros conheço com uma história parecida, outros tantos tiveram o berço mais propício ao cultivo desse amor ao Glorioso das Alterosas. Mas o que me toma nesse momento é a necessidade de pontuar que há coisas na vida, das quais não podemos mensurar valores.
E no desenhar dessa coluna, vem em minha mente um mosaico de rostos e sorrisos, o mosaico da paixão. Eu quero títulos, queremos títulos, mas quando esse mosaico se forma, afirmo que não há troféu que valha mais do que a grande família que o Clube Atlético Mineiro me deu. Irmãos que a paixão escolheu filhos do mesmo coração de listras verticais em preto e branco. Diferentes mas iguais. Grupos que se encontram para resenhas, blogs, sites, caravanas, que através destes, abraçam causas nobres de ajuda aos outros.
Quantos frutos rende esse amor? Quantas paixões surgem dessa paixão? Quantas grandes amizades formam uma corrente, ao perceber que fora dos 90 minutos há afinidades? Quantas pessoas avessas ao mundo da bola são tocadas pela força desse sentimento que aproxima tantos bons corações?
Não, não estou em um surto de paixão cega, não há como ignorar a grande movimentação de bons sentimentos advindos do louvor a essas cores, muito menos poderia fugir dos novos amores trazidos por elas.
Alguns usarão adjetivos me colocando ao lado da insanidade e nem os posso culpar, porque é difícil entender, quando não se está submerso nesse mar de sentimentos.
Daquilo que esse amor ainda não me deu, declaro, há uma lista gigantesca de coisas e pessoas que o mesmo despejou sobre mim sem custo e ao mesmo tempo de valor inestimável.
Encerro com um trecho do poeta alvinegro, “e que me perdoem os que têm apenas títulos. Claro que são importantes. Mas o atleticano tem algo que os outros nunca terão. Tem paixão!” (O Ser Atleticano – Roberto Drummond).
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 27/02/2011
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