Crendo piamente na tese de que “quem ama cuida”, essa síntese de amor e fé que nos faz a Nação Atleticana, nos permitiu duas horas de namoro, incutindo nessas horas momentos de desentendimento e carinho. Porque não há amor sem repreensão e nem há repreensão sem amor.
As cobranças estavam ali, cobramos, temos cobrado muito, mas só o fazemos porque amamos. Só o fazemos porque nos preocupamos, porque o bem querer é tão desmedido que não nos permite sequer cogitar a possibilidade de sermos esquecidos e ao cobrar nos fazemos lembrar, é a forma que temos de dizer que estamos ali, que queremos a atenção, o olhar, o carinho. Quando o grito que vem da garganta é impaciente e até intolerante, nele há amor. Ah... E ao menor gesto de retorno, entoamos canções que fielmente selam a intensidade dessa afeição.
As grandes histórias de amor que a humanidade conhece, carregam com elas traços de espera, de luta, momentos de dor, de cura, de reconciliação e felicidade plena. Como diria Carlos Trovão, professor de semiótica, “os sentimentos são selvagens, os sentimentos são primeiros”, e com a incansável Massa Atleticana não haveria de ser diferente. À frente de tudo está esse amor, à frente de tudo está esse louco amor, em algum momento possivelmente irracional, mas infindo de verdade.
Ah meu Galo, o momento não é de pedir mais do que já temos dado. O que oferecemos está muito além do que qualquer mortal sonhou pra si um dia e isso oferecemos a você Glorioso das Alterosas, com a força que nos faz amar e que nos faz zangar. É seu, é pra você. Hoje pedimos de volta não somente a reciprocidade do amor. Esses corações cansados, tantas vezes ignorados precisam, necessitam com veemência de uma grande prova de amor para que não os tome a mágoa ou a dúvida, a tristeza ou o vazio. Carecemos de um abraço terno e apertado, da falta de ar das grandes alegrias. Então venha e nos arrebate com uma verdadeira prova de amor e faremos da nossa história a mais linda e fiel que já se ouviu falar.
Saudações Atleticanas!
Leide Botelho 11/03/2012
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