segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Lei é para todos - Coluna dia 30/04/2012


Há tempos não consigo escrever somente sobre o amor e a paixão que nos movem, confesso que isso muito me incomoda. Abomino melancolia e tristeza, mas o que fazer quando isso inevitavelmente tem feito parte de nossos dias? A coluna dessa semana perpassa o jogo de ontem e segue primeiro rumo a triste noite de quarta feira. 


Apreensão e insegurança não combinam com relações de confiança e atrapalham, passamos a quarta apreensivos, mas a esperança que restou na caixa de Pandora é uma das vigas de sustentação dessa história intensa entre Clube Atlético Mineiro e a incrível e indescritível Nação Atleticana. Diante da tela da TV tive a impressão de estar assistindo a um filme de terror daqueles em que você tem a impressão, de que a qualquer momento seu coração irá parar tamanho pavor. Passada a trágica sessão um esgotamento imenso me tomou de maneira tal, que o sono custou a vir, as cenas trágicas, medonhas, bizarras, passavam em minha mente até quando os olhos estavam abertos. Durmam com esse barulho, foi o que pensei, a ressaca emocional chegou junto à quinta feira, mas como incansáveis guerreiros sobrevivemos a ela recarregando a esperança e nos preparando para o novo embate.


Infeliz traição que nos fragiliza, que nos coloca o tempo todo na defensiva, que nos faz ressabiados demais para simplesmente sermos felizes e vivermos dos pequenos momentos de suposta paz. 


Outro capítulo dessa relação que segue por um fio, se desenharia no sábado, diferente do terror, um drama cruel. Novamente uma atuação pífia, um verdadeiro teste de paciência, tolerância e fidelidade. Até quando? Sofrimento, medo, ansiedade, desconfiança. 


O que vejo hoje leitores, amigos, irmãos de alma alvinegra é um elenco que age como carrasco da Massa, que com raras e poucas exceções, nos trata com desprezo e com uma ausência de humanidade que chega a embrulhar o estomago. Não é desconhecido a nenhum dos que hoje são funcionários do Clube Atlético Mineiro (“funcionários” por que recebem pra fazer o que sabem ou que deveriam saber) o quanto essa instituição nos é importante, amada e indispensável. Ainda assim insistem em nos colocar como escravos de seus caprichos, do seu desinteresse e de sua apatia permanente. Ouso afirmar que os milhões recebidos por eles saem dos nossos bolsos, são parte de nossa dedicação, de nossas renúncias a tantas outras coisas. 


Afirmo ainda que se a justiça pudesse nos receber, sucumbiria à quantidade de processos. Com o VADEMECUM em mãos foi fácil enquadrar nossos distintos e valiosos “funcionários” em artigos de cada um dos Códigos que nossa vasta lei possui. Começando pelo Art.1º Da Constituição Federal que nos assegura a dignidade da pessoa humana e que eles nos tomaram de forma abrupta. Pensando assim vou direto ao Código Penal porque tomar algo que não lhe pertence é roubo e ainda insistem em nos roubar a paz e tomar o amor ao Glorioso, tentam tirar de maneira agressiva nossa esperança, agridem a alma. 


Invadiram o nosso domicilio e o estão destruindo, a casa é nossa, a história é nossa, estão tratando com o 
sentimento de uma família de apaixonados e ainda assim agem como se fizessem parte de uma tropa de pedra sem coração algum. Deveria haver uma lei que protegesse os corações. Deveria haver punição severa aos que ferissem o que de mais nobre existisse no interior das pessoas.


Quero os suspiros de alegria de volta à minha coluna, de volta à rotina das nossas cores. Quero e exijo que abaixem a cabeça cada vez que passarem diante da torcida mais fiel e apaixonada do mundo, em sinal de respeito aos milhões que proporcionam que hoje eles tenham altos salários e salários em dia. Quero que em campo ergam a cabeça e se posicionem como homens honrados e dignos de vestir o sagrado manto alvinegro. Quero que se calem quando em nosso direito estivermos cobrando e reclamando porque estamos lutando por algo que é nosso há anos e será mesmo quando não estiverem mais ali. Então que busquem profissionais para lidar com a cobrança, mas não se achem no direito de se ofender com nossos protestos quando em campo agem como meninos mimados e pirracentos.


Como temos pedido, peço novamente como tantos QUERO MEU GALO DE VOLTA!


Saudações Alvinegras!


Leide Botelho 29/04/2012

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