segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sem medo de ser feliz - 15/07/2012


De joelhos ou com as mãos elevadas em sinal de louvor, com os olhos mirando o céu como se absorvesse uma luz vinda de lá... Assim se desenharam as cenas antes, durante e depois do jogo desse final de semana.
Impossível mensurar o misto de emoções e pensamentos que nos cercam. Confiantes e ressabiados ao mesmo tempo, felizes e contidos. Pés no chão, mas uma imensa vontade de flutuar de alegria.
Lembrei-me de um trabalho feito na faculdade que falava de uma imprensa que devido à censura na década de 40, adjetivava positivamente em demasia e até deixava dúvidas no encantamento que tentavam demonstrar. Agora a imprensa não estava debaixo do crivo pesado da censura e nem tinha interesse em elogiar, as palavras eram inevitáveis... Incrível, sensacional, o nome do Glorioso merecia atenção e o uso de mais uma palavra “épica” que traduzia a vitória do sábado. O épico é grandioso, heroico, vitorioso, tal como o Glorioso. Um gol de pênalti alimentaria nossa esperança, no entanto outros três nos deixariam apreensivos e tentariam nos convencer de que o nosso sonho é algo de que sentimos o cheiro e não o gosto.  Da esperança alimentada em porções, viria o banquete de fé, força e garra que acenderia sobre nós um letreiro luminoso dizendo SIM NOS PODEMOS ou como já vimos tantas vezes YES WE CAM. No silêncio dos humildes e longe dos holofotes, estão sendo obrigados a nos enxergar e tem sido impossível nos ignorar.
Entre olhares incrédulos do início ao fim, existia a certeza daquele que confia na força do que sente, era como se o nosso amor pudesse transpor os muitos quilômetros que nos separavam de Santa Catarina e chegassem lá como energia que move e transforma tudo.
Uma luta infinda faz parte da história que escrevemos ao lado do Clube Atlético Mineiro, não tememos as batalhas e nem abandonamos o campo quando essas parecem intermináveis, injustas ou perdidas. Não esperamos jamais o fim da luta, sem dificuldade já sabemos não é Galo, sem o coração pulsar forte não é Galo, sem sentir arrepio não é Galo. É preciso frio na barriga pra certificar o amor, é preciso à dúvida para a certeza ser concreta e convicta.
Tenho sentido algo que não descrevo, acredito que outros sintam como eu, dessa vez mesmo com cautela, parece tão próximo, que um receio acompanha a alma alvinegra, querer viver, querer sentir e temer que seja a ilusão de quem ama. Mas quem ama arrisca e quero me jogar nesse mar em preto e branco e deixar que ele me leve para onde quiser e que lá no final nos espere a taça. Se por acaso não for como merecido, não temi a felicidade e continuarei a esperar por ela, porque do meu DNA faz parte a espera e o desejo.
Olhar para os lados, ver no rosto de cada amigo o retorno da fé e perceber que nunca naqueles olhos a esperança brilhou tanto, me fez novamente mirar o céu e agradecer por fazer parte dessa família de loucos apaixonados. Somos líderes! Somos Galo!

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho 15/07/2012

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