Pensar
no final do domingo, a paz da vitória, a alegria do meu rosto e do rosto de
tantos, um reflexo contagiante, força e vida em preto e branco, me faz crer que
o 13 do 2013 não é obra do acaso para o retorno do Glorioso ao cenário esportivo
mundial.
No
último jogo do ano, ali de cima da arquibancada, quanta coisa pude lembrar.
Aquele antigo novo lugar, a cidade de Sete Lagoas que nos serviu de abrigo no
início desse ano par, os sonhos e as expectativas de uma nação.
Enquanto
observava cada cena, enquanto tentava entender e decifrar cada emoção, um filme
ia passando em minha mente, um filme baseado numa história real e um filme de uma
projeção para o futuro. Ia tecendo com carinho um novo sonho ou um velho sonho
com novos ingredientes.
Lindo
o ano de 2012, lindas histórias compostas nessa coluna, batalha a batalha,
lágrimas e mais lágrimas, algumas frustrações, injustiças, medos e o amor que
nunca cessa. Tivemos de tudo nessa história que poderia ter tido um final ainda
mais feliz, mas que não tirou a paz que só os que acreditam no bem podem
sentir.
Ao
final do jogo, quando definido o placar ainda aguardávamos o carimbo no
passaporte para a Libertadores, pensava nas muitas especulações sobre placares.
Para alguns o desejo de um placar elástico, para mim a certeza da justiça.
O
sentimento que me move não combina com a prepotência e a arrogância, isso vai
de encontro com a minha fé e me lembrei do evangelho de São Lucas “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se
humilha será exaltado” e só quis agradecer.
Não era preciso uma goleada, o que nos mantém distante do que os outros
são, é a simplicidade, o ser do povo, não nos engrandecemos com humilhações. De
maneira insana agradeci aquilo que em 2011 para tantos foi humilhante e que
vendo hoje com o coração imensamente feliz nada mais foi do que a porta
escancarada para a superação. Agradeci porque ali naquele momento de possível
humilhação mal sabíamos, mas nos víamos no evangelho.
Aqui irmãos de alma alvinegra,
deixo o meu sentimento ao final desse ano sobre o passado, o presente e o
futuro. O passado a mim foge do real, não houve e nem jamais haverá sentido
naquilo que aconteceu. No presente, tivemos um clássico real, verdadeiro,
jogado sem manobras, sem mãos, jogado com os pés. Para o futuro a certeza de
que valerá a pena cada centavo que irei gastar.
Vou investir no sonho, na
amizade, no amor e porque não na dor? É a dor que nos permite a força para
sermos melhores do que o fomos anteriormente. Foi a dor do que passou que nos modificou
e deu mais serenidade, maturidade e nos fez ainda mais apurados na arte única
de sermos atleticanos.
Encerro um ano de conquistas do
Galo, com o Galo. Assim, dessa forma, porque através dessas três letras CAM,
desse nome que entoamos com orgulho, com paixão, tive a oportunidade ainda de
me reconhecer mais capaz do que achava ser e quanto orgulho escrever para cada
um de vocês... Quanto orgulho pegar a tela em branco e dar letra aos mais
nobres sentimentos que uma Nação de apaixonados pode carregar em si.
Obrigada Família Alvinegra,
obrigada Massa do Galo e que venham novos sonhos, novas batalhas, novas
vitórias para podermos juntos continuar a escrever a história desse clube que
virou nossa religião, CLUBE ATLÉTICO MINEIRO!
Saudações Alvinegras!
Feliz e alvinegro 2013!
Leide Botelho
03/12/2012
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