quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nos vemos em 2013


Pensar no final do domingo, a paz da vitória, a alegria do meu rosto e do rosto de tantos, um reflexo contagiante, força e vida em preto e branco, me faz crer que o 13 do 2013 não é obra do acaso para o retorno do Glorioso ao cenário esportivo mundial.

No último jogo do ano, ali de cima da arquibancada, quanta coisa pude lembrar. Aquele antigo novo lugar, a cidade de Sete Lagoas que nos serviu de abrigo no início desse ano par, os sonhos e as expectativas de uma nação.

Enquanto observava cada cena, enquanto tentava entender e decifrar cada emoção, um filme ia passando em minha mente, um filme baseado numa história real e um filme de uma projeção para o futuro. Ia tecendo com carinho um novo sonho ou um velho sonho com novos ingredientes.

Lindo o ano de 2012, lindas histórias compostas nessa coluna, batalha a batalha, lágrimas e mais lágrimas, algumas frustrações, injustiças, medos e o amor que nunca cessa. Tivemos de tudo nessa história que poderia ter tido um final ainda mais feliz, mas que não tirou a paz que só os que acreditam no bem podem sentir.

Ao final do jogo, quando definido o placar ainda aguardávamos o carimbo no passaporte para a Libertadores, pensava nas muitas especulações sobre placares. Para alguns o desejo de um placar elástico, para mim a certeza da justiça.

O sentimento que me move não combina com a prepotência e a arrogância, isso vai de encontro com a minha fé e me lembrei do evangelho de São Lucas Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” e só quis agradecer.  Não era preciso uma goleada, o que nos mantém distante do que os outros são, é a simplicidade, o ser do povo, não nos engrandecemos com humilhações. De maneira insana agradeci aquilo que em 2011 para tantos foi humilhante e que vendo hoje com o coração imensamente feliz nada mais foi do que a porta escancarada para a superação. Agradeci porque ali naquele momento de possível humilhação mal sabíamos, mas nos víamos no evangelho.

Aqui irmãos de alma alvinegra, deixo o meu sentimento ao final desse ano sobre o passado, o presente e o futuro. O passado a mim foge do real, não houve e nem jamais haverá sentido naquilo que aconteceu. No presente, tivemos um clássico real, verdadeiro, jogado sem manobras, sem mãos, jogado com os pés. Para o futuro a certeza de que valerá a pena cada centavo que irei gastar.

Vou investir no sonho, na amizade, no amor e porque não na dor? É a dor que nos permite a força para sermos melhores do que o fomos anteriormente. Foi a dor do que passou que nos modificou e deu mais serenidade, maturidade e nos fez ainda mais apurados na arte única de sermos atleticanos.

Encerro um ano de conquistas do Galo, com o Galo. Assim, dessa forma, porque através dessas três letras CAM, desse nome que entoamos com orgulho, com paixão, tive a oportunidade ainda de me reconhecer mais capaz do que achava ser e quanto orgulho escrever para cada um de vocês... Quanto orgulho pegar a tela em branco e dar letra aos mais nobres sentimentos que uma Nação de apaixonados pode carregar em si.

Obrigada Família Alvinegra, obrigada Massa do Galo e que venham novos sonhos, novas batalhas, novas vitórias para podermos juntos continuar a escrever a história desse clube que virou nossa religião, CLUBE ATLÉTICO MINEIRO!

Saudações Alvinegras!

Feliz e alvinegro 2013!

Leide Botelho
03/12/2012

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