O sentimento da maioria
posso afirmar que era o da saudade sem descrição de poder estar com o Galo e a
família alvinegra.
Após o clássico em que o
resultado não esteve de acordo com os desejos da Massa e do segundo jogo com
uma apresentação nada parecida com a de um time que almeja grandes títulos, a
semana nos proporcionou o remédio para a saudade.
No meio da semana uma
inquietude absurda, acompanhada de uma contagem regressiva que se pudesse
pularia os dias da grande festa nacional para ir direto à quarta feira de
cinzas. Após 13 anos, no dia 13, o Glorioso novamente estaria na Copa
Libertadores da América. Não sou de me apegar à numerologia, mas é incrível
como esse número tem estado presente e chama nossa atenção.
Enche-me de alegria o
reconhecimento do que somos e fazemos, tanto em campo como nas arquibancadas.
Por mais que algumas mídias, profissionais ainda insistam em ignorar, outros já
se rendem de certa forma.
Renova-me as esperanças
assistir ao retorno de um ídolo que foi contagiado pelo sentimento no qual
somos doutores e mestres. Ver Tardelli em campo só acentua o quanto esse
sentimento é único e real. Ele voltou e voltou inteiro, corpo e alma pelo Galo.
Tivemos assim na quarta
feira a genialidade do maestro e o reencontro com um ídolo. Coroando tanta
magia, a vitória, conquistada na raça, na vontade de ser mais, sinal de
lealdade às cores que carregamos com tanto orgulho, traço de nossa
personalidade. Ali começou de verdade o ano para o maior de Minas.
Envoltos ainda na inquietude
de uma nação que não para e não se contém. Retornamos ontem à nossa arena,
mesmo após ouvir de tantos que não iriam ao jogo por ser um jogo “nem tão
significativo”. Ah e como foi bom ver a mesma raça e vontade apresentada na
competição internacional.
Como foi incrível ver o
anúncio de um provável novo destaque. O prenúncio de que o jovem Luan pode
colaborar e muito para a conquista de nossos sonhos em conjunto com a agilidade
e boa atuação de Don Diego, me fizeram pensar o quanto é bom casar amor e
esperança com possibilidades reais.
O filho de um amigo assistia
encantado a tudo, eu lia nos olhinhos dele a verdade de um povo, desde o seu
mascote 100% entregue ao Glorioso de Lourdes, aos jogadores e torcida inteiros
pelo Galo. Nesse ponto como é bom ser repetitiva e dizer que viver esse
sentimento e participar dessa história é coisa e privilégio só pra quem sabe
viver e sentir...
Podem continuar a nos chamar
de loucos, como diria Friedrich Nietzsche “há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um
pouco de razão na loucura” e na nossa loucura encontramos infinitas razões.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 18/02/2013
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