terça-feira, 16 de abril de 2013

De quais verdades falaria, de quais verdades saberia?

Não existe campeonato estadual ou nacional, não denominamos nem por competição internacional, jogo mais importante ou menos importante, no dia a dia de uma nação como a que pertencemos só existe um tipo de jogo. Existe jogo do Galo. Nem mais, nem menos relevante
Poderia eu despretensiosamente tentar navegar no olhar de uma pequena que atrás de mim não ousava piscar durante o tempo em que ficamos no estádio. Poderia eu, humildemente me colocar no lugar daquele pai que encheu os olhos de lágrimas quando viu sua filha olhar pra ele e dizer: obrigada pai!
Já vivi tantas vezes isso, como mãe ao lado do meu filho e me sentindo menina, tamanha felicidade proporcionada pelo Galo, simplesmente pelo fato de poder ser tal como sou Atleticana.
Não vou usar desse espaço hoje, pra falar da parte técnica e tática, muitos outros competentes comentaristas, cronistas e profissionais o fizeram e farão. Rapidamente vou falar da minha pirraça quando vi em campo o camisa 10, não me convenço nunca que ele mereça ali estar, fiz cara de criança contrariada, mas enfim também como criança nem sempre tenho razão.
Fiquei o primeiro tempo todo meio encostada, meio querendo que alguém viesse me bajular, fazer minha vontade, acabar com o que me contrariava e assim como criança acabava por me distrair entre um momento e outro de emoção fosse com algum lance perdido ou com um gesto da pequena Camila em seu primeiro jogo no estádio. Encantada, fascinada e certa da paixão que herdou do pai e que indiscutivelmente carregará pra sempre consigo.
Por mais que os anos de sentimento venham ensinando que de nada adianta ousar explicar, decifrar, ainda me pego pensativa com as reações na arquibancada ou em campo.
Se rendem a criança de oito anos ou a criança de trinta e quatro, porque diante de nossos olhos até um profissional explode de alegria e excelência em campo e provoca uma reação em cadeia. Meio super herói, meio menino, faz milhares de meninos e crianças também em cada canto do estádio. Uma alegria visível, contagiante, real. Verdade em preto e branco.
Não, não foi só mais um jogo do Galo. Cada jogo é catalogado, inesquecível, marcante, eterno, único, nosso.
Que venha o próximo capítulo da memória de um amor que arrasta multidões.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho

18/03/2013

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