Que alegria poder escrever está
coluna em um domingo tão festivo. Que desafio imenso dosar a emoção e não me
derramar em lágrimas pra falar por tantos que como eu nutrem esse amor e essa
lealdade.
Estamos aqui de frente pra tela
em branco do Word eu e meu coração. Acompanha-me também uma série de imagens
que fazem parte dos 104 anos dessa história. Posso fechar os olhos que ouço um
coro de milhares dentro de um gigante na Pampulha. Se mantiver os olhos
fechados consigo sentir a arquibancada se mover e a paixão não permite o medo
de que tudo aquilo vá ao chão, porque fé e amor caminham juntos e estes seguram
tudo. Alegria desproporcional ao tamanho de uma palma da mão fechada, que é o
coração. Como cabe tanto sentimento sincero ali? Não dá pra imaginar como
seriam os dias sem que o coração vivesse essa experiência.
A denominação de loucura já virou
clichê e ela pouco importa, “Perdoe minha doce insanidade a loucura abraça-me
quando te vejo”. (Leide Botelho – 1997). Loucos apaixonados, sim somos loucos
apaixonados. Inconsequentes, desmedidos, absolutamente entregues e reféns dessa
paixão. Vigiamos nos colocamos de prontidão e nem o cansaço nos abate. Temos um
forte sentimento que realmente nos denomina como nação. E quando em teoria
diferenciam nacionalismo e patriotismo, conseguimos unir os dois conceitos,
carregamos em nós mais que uma ideologia, amamos cada um dos símbolos que a
pátria que é o Clube Atlético Mineiro possui.
Somos um exército que condensa
fé, amor, lealdade e obstinação. Milhões de guerreiros espalhados pelo mundo
prontos pra lutar, defender suas cores e sua bandeira.
Loucura ou não estamos sempre a
seu lado. Permanecemos assim no pouco, no muito e no quase nada. E quando
achamos que devemos desistir sua imortalidade clama que fiquemos. Preferir a
normalidade ao vulcão que seu nome desperta em nós? Conviver com o tédio de não
poder sentir o calafrio que sua existência proporciona? Fazemos a opção pela
nossa loucura.
Hoje celebramos sua existência,
vida que alimenta nossas almas de vida mesmo quando se apresenta abatido,
apático, adoecido. Não poderia ser diferente com tamanho amor saltando aos
olhos, com sons e cantos de devoção sendo entoados pelos quatro cantos do
mundo. Pintamos nosso rosto, marcamos nossa pele, não importa o que pensem, o
fato de sentir tudo isso nos basta. Deixem para a nós a bronca, a marra, que
entre nós tudo se ajeita. Não há nada que se compare à força que esse amor nos
traz, nada quebra o elo da corrente, nada abala as estruturas, por você sempre
e com você sempre, foi assim em 104 anos, assim será infinitamente. Religião,
DNA, identidade, paixão. Se você não existisse meu Galo, com certeza te
inventaria!
A festa hoje é de cada rosto
marcado pela alegria e pela dor, por cada voz que se perdeu ou por cada sentimento
que tentaram calar.
Parabéns a todos que fazem parte
da família alvinegra. O dia é nosso, incansáveis e fiéis Atleticanos. Únicos e
inigualáveis em amor e lealdade. PARABÉNS MEU GALO!
Saudações Atleticanas!
Leide Botelho 25/03/2012
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