domingo, 23 de junho de 2013

Com cautela e com fé - 03/06

Dizem que é mais difícil ser rico e perder tudo do que ser pobre e acostumar-se com a riqueza. Começo a crer que o ser humano tende a intolerância com as intempéries após provar do mel. Temo por isso.

Não vou abrir meu peito e me colocar frente a um pelotão de fuzilamento, não cometeria ato tão insano, mesmo porque eu também não terminei meu domingo satisfeita, tanto foi assim que me proibi de escrever após o jogo.

Acredito que assim como a maioria, estou contando os dias para o início da Copa das Confederações e isso em nada tem a ver com o desejo patriota de ver a seleção canarinho desfilar pelos gramados do país. Quero mais é que a minha seleção de duas cores possa parar, descansar, repensar, reecontrar-se.

Que agonia a série de passes errados, a falta de sintonia, a sensação de estar assistindo o jogo errado. Não quis bater na tecla do desgaste físico, prefiro acreditar que a superação e a força de vontade possam vencer inclusive isso, mas acho extremamente desleal um único jogador ser responsável por correr por um time inteiro e aqui registro a minha opinião, não obrigo ninguém a concordar comigo. Juntamente com um goleiro e mais um outro jogador ou dois que talvez estejam tendo dessa força e superação.

Há alguns textos falei de lidarmos com seres humanos e não com máquinas e realmente temos que ter muito cuidado ao analisarmos o desempenho de um favorito, de um grande time, do melhor dos últimos anos. Não estou sendo pessimista, eu acredito sempre, temos contado com a sorte? Seria ela nossa aliada agora com essa pausa? Que seja então.

Quero que a pausa sirva para o descanso dos homens, para a reflexão sobre os objetivos. Homens são feitos de metas traçadas também. Quero que a pausa sirva para reconhecimento de cada uma das limitações. É quando nos reconhecemos limitados que trabalhamos no aperfeiçoamento, é reconhecendo aonde nos aperta o calo que buscamos o que nos falta. É na humildade de nos reconhecer não acabados que estamos sempre nos preparando para “o ser mais”.

Já dizia Gandhi, "Estou convencido das minhas próprias limitações - e esta convicção é minha força."

Façamos de nossas limitações a nossa força e sigamos em frente, como sempre foi, sem abaixar a cabeça e sem desacreditar, com cautela e com fé!

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho 03/06/2013

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