Dizem que é mais difícil ser rico e perder tudo do
que ser pobre e acostumar-se com a riqueza. Começo a crer que o ser humano
tende a intolerância com as intempéries após provar do mel. Temo por isso.
Não vou abrir meu peito e me colocar frente a um
pelotão de fuzilamento, não cometeria ato tão insano, mesmo porque eu também
não terminei meu domingo satisfeita, tanto foi assim que me proibi de escrever
após o jogo.
Acredito que assim como a maioria, estou contando
os dias para o início da Copa das Confederações e isso em nada tem a ver com o
desejo patriota de ver a seleção canarinho desfilar pelos gramados do país.
Quero mais é que a minha seleção de duas cores possa parar, descansar,
repensar, reecontrar-se.
Que agonia a série de passes errados, a falta de
sintonia, a sensação de estar assistindo o jogo errado. Não quis bater na tecla
do desgaste físico, prefiro acreditar que a superação e a força de vontade
possam vencer inclusive isso, mas acho extremamente desleal um único jogador
ser responsável por correr por um time inteiro e aqui registro a minha opinião,
não obrigo ninguém a concordar comigo. Juntamente com um goleiro e mais um
outro jogador ou dois que talvez estejam tendo dessa força e superação.
Há alguns textos falei de lidarmos com seres
humanos e não com máquinas e realmente temos que ter muito cuidado ao
analisarmos o desempenho de um favorito, de um grande time, do melhor dos
últimos anos. Não estou sendo pessimista, eu acredito sempre, temos contado com
a sorte? Seria ela nossa aliada agora com essa pausa? Que seja então.
Quero que a pausa sirva para o descanso dos homens,
para a reflexão sobre os objetivos. Homens são feitos de metas traçadas também.
Quero que a pausa sirva para reconhecimento de cada uma das limitações. É
quando nos reconhecemos limitados que trabalhamos no aperfeiçoamento, é
reconhecendo aonde nos aperta o calo que buscamos o que nos falta. É na
humildade de nos reconhecer não acabados que estamos sempre nos preparando para
“o ser mais”.
Já dizia Gandhi, "Estou convencido das minhas
próprias limitações - e esta convicção é minha força."
Façamos de nossas limitações a nossa força e
sigamos em frente, como sempre foi, sem abaixar a cabeça e sem desacreditar,
com cautela e com fé!
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 03/06/2013
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