quarta-feira, 28 de maio de 2014

106 anos

Lendo alguns textos publicados no dia de hoje, acompanhando as redes sociais, todos os RT, compartilhamentos no face, imagens recebidas e fui envolvida por um arrepio gostoso na pele. Arrepio de identificação, daqueles que nos situam dentro do que nos causou o tal arrepio. Lágrimas nos olhos pelo encontro nas palavras e imagens, RECONHECIMENTO.

Pensando em quais palavras usar, quando todas possíveis já foram encaixadas na história, por cada poeta alvinegro, por cada filho dessa Nação, lembrei-me de uma música. Perfeita para o sentimento, perfeita para a descrição.

Deixei me levar no mar dessa paixão, bebi sem medo da água dessa fonte e se quiserem chamar de contaminação, contaminei-me da maneira mais contagiosa possível. Se for doença, realmente não tem cura. Tá no cerne resiste a qualquer adversidade, enfrenta qualquer temporal.

Não há temor contra força nenhuma da natureza e se algum medo ronda a alma, é o medo de que um dia deixe de existir, mas é impossível que aconteça, quando em cada um é regado segundo a segundo os vírus da doença sem cura.

É coisa do destino, selado e tatuado antes de ver a luz do mundo. Exacerbação pura, “e por você eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo, até nas coisas mais banais, pra mim é tudo ou nunca mais”.

Podem falar, podem condenar, mas essa pena é a mais deliciosa de pagar, é como se faltasse o ar, sem o Galo, falta cor, falta vida. Há relatos constantes de ausência de fome, de sono. E isso não faz mal.

Quer me chamar de alguma coisa? Me chame de ATLETICANA, é algo que sou, como sou, sempre sou, quero ser mais.

Exagerados? Ah somos, somos sim, jogados aos teus pés GALO! E hoje 106 vezes mais.

Parabéns Glorioso! Parabéns Nação! Daqui até a eternidade, SEMPRE GALO!

Leide Botelho 25/03/2014


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