quarta-feira, 28 de maio de 2014

Apertem os cintos - 27/02/2014



Poderia chamar de “requintes de crueldade”, a soma dos ingredientes usados na composição da vitória de ontem, mas é melhor chamar de adrenalina. Fui dormir pensando, pensando e sorrindo. Engraçado como é o Atleticano, pula de irritação para satisfação em questão de gols (rs).

O jogo contra o Santa Fé enchia de ansiedade o coração alvinegro. Primeiro jogo da Libertadores, aquela competição que é priorizada, no Horto. O time precisando de ajustes, a bronca com o treinador, havia motivos de sobra pra justificar a apreensão.

Quando começou a partida, cada um dos jogadores recebeu por imposição de mãos a minha intercessão. Loucura? Que seja, mas virou hábito, um ritual. O estádio que não estava completamente lotado me cobria de receios, certo temor de que as vozes ali presentes não conseguissem gritar a ponto de enlouquecer os adversários. Um breve esquecimento de que o Atleticano grita por 10, por 1000.

A preocupação cedeu espaço à credibilidade durante o primeiro tempo, quando o time demonstrou o mesmo espírito apresentado na LA em 2013, com boa movimentação, nosso goleiro pouco viu a bola. Mesmo sem acertar o gol, buscamos na maior parte do tempo. 

Mesmo com o empate em zero a zero, os batimentos cardíacos tocavam a canção da esperança; 100% mineira, ressabiada que só, lembrei de outros jogos em que não conseguíamos aproveitar a vantagem numérica. Senti um arrepio e tem coisa que é melhor não lembrar e nem sentir que atrai. Aos 14 minutos o Santa Fé saía na frente.

Tinha afirmado no início da semana, que maior que eles é nossa Fé e essa faz do impossível sempre possível. Com a torcida apoiando, o comandante tomado de perspicácia sacou Josué que não estava bem na partida, pra colocar Guilherme, aquele que caminha sempre de mãos dadas com nossa desconfiança. E Guilherme deu o passe para o gol de empate, sem que os colombianos pudessem sentir o gosto de estar à frente no placar.

Havia tempo para a virada, mas pra que facilitar se pode complicar? Precisou ser nos cinco minutos finais. Tinha que ser dos pés de um jogador que rifamos e doamos. Pra que ser diferente, não ia ter graça.

Se outros não sabem, nós sabemos, aqui não tem a opção de “sem emoção”. Apertem os cintos! Contatem cardiologistas e gastroenterologistas! Aqui é Galo! Não dá pra esquecer.

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho 27/02/2014


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