Poderia
chamar de “requintes de crueldade”, a soma dos ingredientes usados na
composição da vitória de ontem, mas é melhor chamar de adrenalina. Fui dormir
pensando, pensando e sorrindo. Engraçado como é o Atleticano, pula de irritação
para satisfação em questão de gols (rs).
O
jogo contra o Santa Fé enchia de ansiedade o coração alvinegro. Primeiro jogo
da Libertadores, aquela competição que é priorizada, no Horto. O time
precisando de ajustes, a bronca com o treinador, havia motivos de sobra pra
justificar a apreensão.
Quando
começou a partida, cada um dos jogadores recebeu por imposição de mãos a minha
intercessão. Loucura? Que seja, mas virou hábito, um ritual. O estádio que não
estava completamente lotado me cobria de receios, certo temor de que as vozes
ali presentes não conseguissem gritar a ponto de enlouquecer os adversários. Um
breve esquecimento de que o Atleticano grita por 10, por 1000.
A
preocupação cedeu espaço à credibilidade durante o primeiro tempo, quando o
time demonstrou o mesmo espírito apresentado na LA em 2013, com boa
movimentação, nosso goleiro pouco viu a bola. Mesmo sem acertar o gol, buscamos
na maior parte do tempo.
Mesmo com o empate em zero a zero, os batimentos
cardíacos tocavam a canção da esperança; 100%
mineira, ressabiada que só, lembrei de outros jogos em que não conseguíamos
aproveitar a vantagem numérica. Senti um arrepio e tem coisa que é melhor não
lembrar e nem sentir que atrai. Aos 14 minutos o Santa Fé saía na frente.
Tinha
afirmado no início da semana, que maior que eles é nossa Fé e essa faz do
impossível sempre possível. Com a torcida apoiando, o comandante tomado de perspicácia sacou Josué que não estava bem na partida, pra
colocar Guilherme, aquele que caminha sempre de mãos dadas com nossa
desconfiança. E Guilherme deu o passe para o gol de empate, sem que os
colombianos pudessem sentir o gosto de estar à frente no placar.
Havia
tempo para a virada, mas pra que facilitar se pode complicar? Precisou ser nos
cinco minutos finais. Tinha que ser dos pés de um jogador que rifamos e doamos.
Pra que ser diferente, não ia ter graça.
Se
outros não sabem, nós sabemos, aqui não tem a opção de “sem emoção”. Apertem os
cintos! Contatem cardiologistas e gastroenterologistas! Aqui é Galo! Não dá pra
esquecer.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho 27/02/2014
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