A realidade é uma só, nunca
vamos pra jogo nenhum querendo voltar pra casa com menos que uma vitória.
Precisamos domar o coração para enxergar no pequeno, quase microscópico, sua
infinitude e por mais que meu coração também quisesse um placar de um, dois ou
até três gols, vou tentar mostrar algumas coisas na coluna de hoje pra sossegar
um pouco milhões de almas que ousarem esmorecer.
Coisa linda o público de 22
mil pagantes no Independência ontem, finalmente ouvi esse número subir dos 20
mil esse ano. Coisa linda o que move a Massa e que não para, não cessa, haja
sol ou chuva, dia ou noite, Mineiro ou Brasileiro, seja adulto ou criança.
Coisa linda nascer assim ou se tornar assim por força da fé alheia ou por
contágio direto.
Estou aqui hoje pra apontar
um rumo só, aquele que mira em Lourdes e que me faz lembrar todos os dias as
cores que carrego e que nada, nunca, deve jamais abalar.
Podíamos ter saído com a
vitória? Sim, seria ótimo, quase perfeito, mas como diz uma música conhecida “Infelizmente nem tudo é, exatamente como a gente quer...” e analisando a partida, o marcador do
Guilherme roubou a bola seis vezes e Guilherme que tantas vezes eu mesma
critiquei, jogou muito, tem me surpreendido, espero que continue a surpreender.
Se nossa visão nos permite
somente olhar nosso lado, sair um pouco desse olhar nos permite perceber que
não estivemos tão mal quanto externamos nas redes sociais e na mídia. Um dos
principais jogadores adversários foi o que mais errou passes no jogo, foram
sete passes errados. O goleiro que mais trabalhou não foi o nosso.
Nosso D. Diego no primeiro
tempo nos presenteou com belos dribles, no segundo tempo não quis ser
substituído, quis ficar em campo, quis lutar e não merece condenação por perder
um gol. O gol seria importante, mas a perda dele não pode valer mais do que a
dedicação do matador e o amor que demonstra ao Glorioso no dia a dia e no
ensinar ao filho o louvor a nossas cores.
O jogo não foi ruim, os
meninos da base lutaram contra nossos rivais, contra a ansiedade, contra a
inexperiência, contra o medo de nos decepcionarem, mas também aprenderam com o
jogo de ontem.
Que nós também aprendamos a
exigir na dose que se deve, a enxergar em cada centímetro e não somente na
superfície da vitória que não veio. Podemos surpreender aqueles que já se
denominam campeões. Depende de nossos jogadores, depende da força que emana dos
corações alvinegros, da nossa fé, mas podemos.
Quero dormir dia 13 com o
tri-campeonato estadual, esse é um desejo de milhões, mas isso não condiciona o
nosso sentimento.
“Deixa
chover, deixa a chuva molhar, dentro do peito tem um fogo ardendo, que nunca,
nada, nada há de apagar!”
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 07/04/2014
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