A
segunda feira poderia ter começado com mais um título estadual, mas nem tudo
acontece conforme os desejos do coração da gente. Isso é fato. É assim na vida
profissional, na vida pessoal e nas coisas que nos dão prazer.
Algumas
considerações precisam ser feitas. De ontem pra hoje, pensei e repensei
diversas questões e o bom de sentar para escrever após o calor das emoções de
uma decisão é a ponderação que sobra e a reflexão sobre cada ponto.
O
futebol brasileiro vem sendo vítima de tortura, sendo assassinado lentamente,
com requintes de crueldade. Tentam tirar do NOSSO FUTEBOL, traços marcantes de
nossa cultura, nos impõe padrões internacionais na maneira de torcer, criam
estatutos que são belas obras de literatura e ineficientes na aplicação, já que
suas normas não se cumprem. O poder legislativo cheio de atribuições para com o
povo, não faz questão de disfarçar sua interferência no esporte. Cartolas que
deveriam voltar seus olhos para os clubes e defender os interesses destes, cada
vez mais se vendem, se corrompem e misturam as estações, deixando confusos
torcedores que também são eleitores.
Mais
um clássico para decidir o título do Campeonato Mineiro, no Gigante da
Pampulha, reinaugurado há pouco mais de um ano para ser palco dos jogos da Copa
2014 e o primeiro gol contra o futebol foi a má organização na segurança de quem
faz o esporte ser rentável.
Torcedores
do Galo e do seu rival em contato direto. No Ginásio do Mineirinho acontecia a
final da Superliga Masculina de Vôlei, o ponto de concentração da torcida
alvinegra ao lado, não foi isolado. A Polícia Militar estática, assistindo
pedras e garrafas sendo arremessadas. E ao final do jogo, quando o ideal e
lúcido, seria conduzir a Massa para fora do estádio, deixando que a torcida
anfitriã, fizesse o que tinha que fazer, fecharam os portões impedindo a saída
dos torcedores, o que causou tumulto.
No meio desse tumulto, apanhou quem não o
causou, nesse momento, não pediram identificação, não procuraram saber se era
trabalhador ou pai de família e nem levaram em consideração uma muleta, bateram
de maneira covarde em um torcedor. Mais uma vez a prova do despreparo e da
truculência, do desinteresse no bom transcorrer dos clássicos em Minas Gerais.
O título
mineiro de 2014; caneco é caneco, deixar a hipocrisia de lado, não desmerecer o
título do rival tudo bem, mas lembrar que é muito mais bonito quando não se
deixa sombra nenhuma sobre uma conquista, quando se constrói com transparência
e o pênalti não marcado deixou sim a dúvida. Se marcado poderia ter mudado o
final da história. Outro gol contra o futebol brasileiro, gol contra das
arbitragens, que de maneira vexatória, abocanha títulos e vagas em cantos mais
variados do país.
O
jogo; empates geralmente demonstram equilíbrio entre as equipes, a meu ver, não
vejo superioridade por causa do título, menos ainda pela invencibilidade. Vi duas
equipes que não conseguiram mostrar nada que encantasse ou que relembrasse os
grandes clássicos do passado, não que esperasse goleadas, mas não mostraram
algo que fizesse com que essa final fosse de alguma maneira inesquecível
fizeram dela só mais uma final, insossa, sem graça.
A
Nação Alvinegra; aos Atleticanos que calaram a maioria, o TÍTULO DE INSUPERÁVEL
NAÇÃO, esse que já possuíamos, mas reafirmamos, isso é indiscutível e que sirva
de exemplo, mais uma vez a lição que quantidade não é sinônimo mesmo de
qualidade.
O
GALO; quando saímos do Horto dia 06 com o empate, sabíamos do risco de não
vencer no Mineirão. Claro que podíamos surpreender, mas não aconteceu.
O
título ficou pelo caminho mais por falta de afinco do que pelo pênalti não
marcado. Tenho alertado já há algum tempo e vejo outros fazendo o mesmo, para
algo que não sabemos ao certo o que é, mas que é claro, não há motivação, não
há mais alma. Aquele sentimento de gana, de vontade, espírito de equipe, que
contagiou o mundo e que arrepiou as arquibancadas, passando para cada
atleticano a certeza que éramos um só, simplesmente desapareceu após o dia 25
de julho.
Não
vou ser injusta. É claro que vemos ainda jogadores aguerridos, comendo bola, se
empenhando, lutando, não fecho meus olhos para isso, tanto nos que chegaram
agora, como nos que já estavam conosco e mesmo nessa fase ruim estão tentando,
mas é preciso reencontrar o que se perdeu ou ser sincero e não sendo possível o
reencontro buscar outros horizontes.
O
comandante; a figura de um líder é impactante e não adianta achar que ele vai
ser menos importante por não tocar a bola. Ele toca com a alma e se não tiver
alma, já era. É a energia que emana do banco de reservas que muitas vezes faz
toda a diferença, talvez não seja a alteração mais sábia que ele faça, mas a
palavra que disse ou olhar que lançou e ainda não consegui sentir energia
nenhuma a ser emanada. Deve haver algum campo magnético que me impeça de
perceber.
O
amanhã; o momento é de seguir, voltar os olhos para a Libertadores e o
Campeonato Brasileiro, 17 jogos sem perder de nada adiantam se nosso ataque não
funcionar. Sistema defensivo batendo cabeça, com nosso goleiro sendo destaque
em toda partida, não é sinônimo de melhoria e sim de problema. Lesões e mais
lesões, tendo o melhor CT do país?
Acendam o alerta, alguma coisa não vai bem.
#EuAcredito
não é pra busca em rede social é a minha verdade é a verdade de um povo e eu
acredito sim, em Tardelli, Guilherme, R10, Fernandinho e Jô. Está na hora de
voltarem a temer vocês juntos em campo. Está na hora de voltarem a fazer o
sinal da cruz quando ouvirem falar o nome do GALO.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho 14/04/2014
Nenhum comentário:
Postar um comentário