Reluto muitas vezes em escrever coberta de um ânimo exaltado, quando as
coisas não estão como ansiamos. Prefiro deixar a poeira baixar. Emoção demais
vale a pena, quando é emoção de alegria.
Quis escrever na quinta feira passada e esperei passar o primeiro jogo
comandado por Levir Culpi.Escrevo, pois agora, entre uma emoção e outra, e meio
à ansiedade e a certa serenidade.
É engraçado a questão de identificação, nos identificamos com o
novo/antigo comandante. Ele tem os traços de nossa necessidade de 2006, fortes
marcas da devolução do Galo ao lugar do GALO. E como essa identificação traz um
acalanto para a alma e renova esperanças.
Foi assim que li o sentimento da Massa. Uma renovação das esperanças,
congeladas, diante do desaparecimento inexplicável do futebol que enfeitiçou o
Brasil e a América, na segunda metade de 2012 e na primeira de 2013.
Em Porto Alegre, a segunda derrota depois de uma invencibilidade fajuta,
enganadora e junto com esta, os corações alvinegros, jogaram por terra qualquer
maldição, zica, destempero e desesperança.
Apesar da preocupação ainda rondar tantas almas atleticanas, os olhos se
voltaram para a decisão de quinta. Iremos como leões, como combatentes,
emprestar cada batida do coração aos corações que estarão em campo.
Desejamos o início de uma nova fase, em que mais importante que um
momento ruim, seja uma história construída por jogadores e torcida. Que se algo
tiver que ficar de lado, que fiquem de lado nesse momento, atrasos de salário,
rusgas, diferenças e que sobressaia o amor as cores ou ao menos o respeito aos
que fazem de meros mortais, heróis.
Carregamos nos braços os que elegemos, abraçamos suas causas, mas nesse
momento o que precisamos é sentir que mesmo em meio às adversidades, nossas
cores serão honradas.
Que venha um novo tempo, acreditamos nele e que [1]“apesar
dos castigos, de toda fadiga”, permaneçamos na briga e que o sol volte a
brilhar sobre Lourdes, com raios de prosperidade e muito sucesso.
Saudações Alvinegras!
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