Imaginem
o que você que não gosta de futebol, sentiria quando fosse se jogar de
paraquedas? É mais ou menos esse sentimento de ansiedade e nervosismo que toma
torcedores em dias de grandes clássicos.
Você
começa a se preparar com dias de antecedência, vai pensando na roupa que irá
vestir, na hora em que vai seguir para o estádio. Relembra passo a passo o
ritual de costume, tudo para que nada aconteça diferente do que você espera.
Nos
dias que antecedem ao jogo, você dorme, acorda, trabalha e o seu pensamento lá
dentro do estádio, como se fosse uma segunda casa.
Chegado
o dia, some o sono, a fome e a vontade de qualquer coisa que não seja estar
ali, junto com a turma de sempre, no lugar de sempre.
Para
a Massa Atleticana, num início de temporada em que a desconfiança anda
assombrando uma Nação, o clássico do domingo dia 16 (dezesseis), chegou com a
possibilidade de dar um pouco de tranqüilidade aos corações alvinegros.
Se a
chegada de um novo técnico que em unanimidade, não era o desejado, as lesões
seguidas de jogadores de importância, o bloqueio de dinheiro da venda de um
jogador e a cobrança da Fazenda Nacional pesavam sobre a Família Alvinegra, uma
vitória contra o maior rival trazia a chance de aproximação à porta de saída do
purgatório.
Dentro
do que é assistido no Clássico dos clássicos, nada de anormalidade. Os dois
times buscando oportunidades, arbitragem daquelas de deixar careca qualquer
cabeludo, gols anulados e ansiedade nas arquibancadas.
Destaque
importante para a estréia de Otamendi, que não se intimidou no seu primeiro
jogo com a camisa alvinegra e muito menos por este ser um clássico. Das
cadeiras do Caldeirão do Horto, a torcida sentiu falta da vibração de Dom Diego
e de seu destaque nesse jogo que tanto mexe com Massa do Galo.
Os
gols marcados na partida foram da humanidade e solidariedade. Um destes partiu
das arquibancadas em um mosaico que de forma direta dava seu recado. Dentro de
campo, através de jogadores, crianças e outros atleticanos que demonstraram que
a rivalidade só existe no esporte e que fora dele somos feitos do mesmo barro.
Um
empate que, se analisado com serenidade não foi de tudo ruim. Seguimos
colocando em ordem o sistema defensivo, sem levar gols, o que era um problema
da última temporada.
Nosso goleiro aparecendo em defesas importantes e à frente
de cada atleticano um desafio de compreensão e paciência. Talvez precisemos mesmo de mais paciência,
mas além dela precisamos de um ataque de resultados e precisamos nos preocupar
somente com o futebol dentro de campo. Para tanto, esperamos de nossa diretoria
trabalho e seriedade, não de maneira aparente, mas de maneira incisiva em todas
as questões do clube.
No
âmbito fiscal, jurídico ou de futebol, queremos o melhor para o Glorioso das
Alterosas.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho
17/02/2014
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