quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Clássico das multidões - 17/02/2014



Imaginem o que você que não gosta de futebol, sentiria quando fosse se jogar de paraquedas? É mais ou menos esse sentimento de ansiedade e nervosismo que toma torcedores em dias de grandes clássicos.

Você começa a se preparar com dias de antecedência, vai pensando na roupa que irá vestir, na hora em que vai seguir para o estádio. Relembra passo a passo o ritual de costume, tudo para que nada aconteça diferente do que você espera.

Nos dias que antecedem ao jogo, você dorme, acorda, trabalha e o seu pensamento lá dentro do estádio, como se fosse uma segunda casa.

Chegado o dia, some o sono, a fome e a vontade de qualquer coisa que não seja estar ali, junto com a turma de sempre, no lugar de sempre.

Para a Massa Atleticana, num início de temporada em que a desconfiança anda assombrando uma Nação, o clássico do domingo dia 16 (dezesseis), chegou com a possibilidade de dar um pouco de tranqüilidade aos corações alvinegros.

Se a chegada de um novo técnico que em unanimidade, não era o desejado, as lesões seguidas de jogadores de importância, o bloqueio de dinheiro da venda de um jogador e a cobrança da Fazenda Nacional pesavam sobre a Família Alvinegra, uma vitória contra o maior rival trazia a chance de aproximação à porta de saída do purgatório.

Dentro do que é assistido no Clássico dos clássicos, nada de anormalidade. Os dois times buscando oportunidades, arbitragem daquelas de deixar careca qualquer cabeludo, gols anulados e ansiedade nas arquibancadas.

Destaque importante para a estréia de Otamendi, que não se intimidou no seu primeiro jogo com a camisa alvinegra e muito menos por este ser um clássico. Das cadeiras do Caldeirão do Horto, a torcida sentiu falta da vibração de Dom Diego e de seu destaque nesse jogo que tanto mexe com Massa do Galo.

Os gols marcados na partida foram da humanidade e solidariedade. Um destes partiu das arquibancadas em um mosaico que de forma direta dava seu recado. Dentro de campo, através de jogadores, crianças e outros atleticanos que demonstraram que a rivalidade só existe no esporte e que fora dele somos feitos do mesmo barro.

Um empate que, se analisado com serenidade não foi de tudo ruim. Seguimos colocando em ordem o sistema defensivo, sem levar gols, o que era um problema da última temporada. 

Nosso goleiro aparecendo em defesas importantes e à frente de cada atleticano um desafio de compreensão e paciência.  Talvez precisemos mesmo de mais paciência, mas além dela precisamos de um ataque de resultados e precisamos nos preocupar somente com o futebol dentro de campo. Para tanto, esperamos de nossa diretoria trabalho e seriedade, não de maneira aparente, mas de maneira incisiva em todas as questões do clube.

No âmbito fiscal, jurídico ou de futebol, queremos o melhor para o Glorioso das Alterosas.

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho
17/02/2014

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