No
dia 31 de janeiro escrevi um “Lembra-te de quem és” na minha coluna nesse
blog. Era início de temporada e o
coração fazia um apelo pelo resgate dessa lembrança. Era como se através de
caracteres, fosse possível chegar ao coração de nossos jogadores e tocá-los de
forma que, independente de quem os tivesse orientando, eles simplesmente
fizessem o que sabem fazer.
A
bronca da maioria com o técnico existe e por muitas razões, e que razões, mas
pior que isso é a perda da memória, é que não aconteça o “Lembra-te de quem
és”. Nossos jogadores não podem esquecer-se
do que fizeram e do que podem fazer. Seria preciso recontar a história,
repassar vídeos, notas em jornais, comentários feitos por “especialistas” em
futebol, pra trazer de volta o grupo que mesmo com suas limitações, surpreendeu
o mundo por ter vontade de surpreender?
Houve
momentos durante a partida de ontem que com as mãos juntas em sinal de confiança
na força maior, só consegui pedir que o espírito guerreiro da LA 2013
reaparecesse.
Pediríamos proteção para que ninguém mais se lesionasse, e
contaríamos com a força do time que em sintonia com a força das arquibancadas,
pintou a América de preto e branco e fez o mundo se arrepiar.
Não
há como negar o quão valiosos foram esses três pontos. Era uma excelente hora
pra dar fim ao péssimo aproveitamento fora de casa, mandar a “uruca” pro alto.
Mas não se pode fechar os olhos para as dificuldades de um time que se mostrou
sem tempero, sem liga.
Criar
diferenciais é importante, ao menos demonstrar entender isso nosso técnico
demonstrou. Quando faltar a agressividade e o avanço, que sobre em toque de
bola, concordo, mas vimos passes errados demais. Um bolero dançado enquanto se
tocava frevo.
Na
medida em que o tempo passava e nenhuma alteração era feita, temia que o
técnico não visse a necessidade de tentar melhorar alguma coisa ou que ele
também tivesse a certeza de que não havia nada no banco que pudesse ajudar.
Aos
42 minutos do segundo tempo, um gol salvador, refrigério, algo que tornasse a
noite menos tensa. E quase acabando o jogo, três alterações, disse três,
praticamente de uma vez. Alterações que pareceram ter sido feitas por fazer,
esquisitas. Sem propósito.
Foi
importante não levar gol, houve desarmes importantes, foi importante vencer, mas
limitações na criação e nas saídas de bola pelas laterais ainda são calo que
dói.
O
Mago Alvinegro reafirmou em entrevista a força da equipe e lembrou a força das
arquibancadas, da necessidade de estarmos fortes com eles. Não há dúvida que
nossa força existe e sempre existiu. Queremos que mais que saibam da força que
existe na equipe, que a resgatem, que a desejem e utilizem.
Sim,
nós acreditamos que é possível! Mas o possível e o impossível acontecem através
de dedicação, vontade e esforço.
Dormimos
com a vitória, desejando não ter pesadelos com o jogo. Tentando esquecer pelo
menos por algumas horas, que mais um desafio importante chama a atenção no
domingo e que há muito pra se arrumar.
Nós
não esquecemos quem somos, o que somos e por isso o somos de forma tão inteira.
Não se esqueçam também do que são, podem e representam e estaremos com vocês,
tal como sempre, incondicionalmente.
Que
venha o clássico e que não nos falte fé.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho
12/02/2014
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