Vou
confessar que quando parei no sábado pra assistir o jogo contra o Tupi, veio
novamente à tona, aquela esperança muitas vezes sem propósito, que existe nos
atleticanos. Pensei: os reservas podiam ganhar esse jogo pra Massa se sentir
menos vulnerável... Triste engano.
O
time feito de reservas e juniores, parecia nunca ter se encontrado sequer em
treino. Jogadores como Leleu, André e Renan Oliveira, colocaram força no pensamento
da maioria, de que eles são tentativas desnecessárias, já que não conseguem dar
o retorno mínimo esperado. Mais uma atuação ruim deles individualmente e nossa.
Quero
acreditar que o time reserva demonstre entrosamento e conjunto, mesmo que não
atuem em jogos oficiais, afinal de contas estão juntos no dia a dia e treinam
juntos. Não é impossível. Não pode ser.
Pior
que a derrota em si, é o sentimento de que pouco será mudado nesse quadro, em
relação ao campeonato estadual. Ficou claro que o campeonato considerado
importante, merecedor de seriedade é a Libertadores da América.
Vão
dizer que isso sempre foi óbvio, mas não consigo concordar que um grande time,
só seja grande em uma ou outra competição. Vão dizer que o elenco precisava
viajar para a Venezuela, mas ao menos o novo técnico poderia ter seguido após o
jogo de sábado.
Esperar que a equipe (e quando digo equipe falo de um grupo
feito de reservas e titulares) restabeleça a confiança e conquiste a confiança
da torcida, fragmentando o que é Clube Atlético Mineiro, não me parece atitude
mais sábia.
Pra
quem faz uso do Manto como segunda pele e empresta seu grito e força da alma
nas arquibancadas, existe o GALO e não time reserva e time titular. Sendo
assim, o que se espera é o respeito à instituição. Qualquer que seja o time
adversário devemos ser vistos com a grandiosidade de nossa história. Temidos
por essa grandiosidade e força em campo.
É
preciso mostrar sintonia, interesse, intensidade e vontade. E infelizmente não
consigo perceber isso nos primeiros jogos do ano. Não é fácil ser paciente
quando o temor está batendo à porta. Normal que a paciência nos falte. Somos
carne, osso, coração. Na maioria das vezes mais coração que carne e osso.
Amanhã
iniciamos novo caminho na LA. O coração já sente diferente do ano passado. Em
2013 seguia consciente de que era algo a descobrir pra viver, não havia
certezas. 2014 começa diferente pra toda a Nação, temos muitas certezas, a
maioria fundamentada no que é mais límpido que água. Enxergamos tudo que nos
falta, mas não podemos enxergar isso sozinhos.
Aguardamos
na fé, hábito que não se abandona que o improvável aconteça, que estejamos
enganados, que tudo dê certo.
Que
Deus nos abençoe!
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho
10/02/2014
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