quarta-feira, 28 de maio de 2014

A PACIÊNCIA QUE MUITAS VEZES NOS FALTA - 10/02/2014



Vou confessar que quando parei no sábado pra assistir o jogo contra o Tupi, veio novamente à tona, aquela esperança muitas vezes sem propósito, que existe nos atleticanos. Pensei: os reservas podiam ganhar esse jogo pra Massa se sentir menos vulnerável... Triste engano.

O time feito de reservas e juniores, parecia nunca ter se encontrado sequer em treino. Jogadores como Leleu, André e Renan Oliveira, colocaram força no pensamento da maioria, de que eles são tentativas desnecessárias, já que não conseguem dar o retorno mínimo esperado. Mais uma atuação ruim deles individualmente e nossa.

Quero acreditar que o time reserva demonstre entrosamento e conjunto, mesmo que não atuem em jogos oficiais, afinal de contas estão juntos no dia a dia e treinam juntos. Não é impossível. Não pode ser.

Pior que a derrota em si, é o sentimento de que pouco será mudado nesse quadro, em relação ao campeonato estadual. Ficou claro que o campeonato considerado importante, merecedor de seriedade é a Libertadores da América.

Vão dizer que isso sempre foi óbvio, mas não consigo concordar que um grande time, só seja grande em uma ou outra competição. Vão dizer que o elenco precisava viajar para a Venezuela, mas ao menos o novo técnico poderia ter seguido após o jogo de sábado. 

Esperar que a equipe (e quando digo equipe falo de um grupo feito de reservas e titulares) restabeleça a confiança e conquiste a confiança da torcida, fragmentando o que é Clube Atlético Mineiro, não me parece atitude mais sábia.

Pra quem faz uso do Manto como segunda pele e empresta seu grito e força da alma nas arquibancadas, existe o GALO e não time reserva e time titular. Sendo assim, o que se espera é o respeito à instituição. Qualquer que seja o time adversário devemos ser vistos com a grandiosidade de nossa história. Temidos por essa grandiosidade e força em campo.

É preciso mostrar sintonia, interesse, intensidade e vontade. E infelizmente não consigo perceber isso nos primeiros jogos do ano. Não é fácil ser paciente quando o temor está batendo à porta. Normal que a paciência nos falte. Somos carne, osso, coração. Na maioria das vezes mais coração que carne e osso.

Amanhã iniciamos novo caminho na LA. O coração já sente diferente do ano passado. Em 2013 seguia consciente de que era algo a descobrir pra viver, não havia certezas. 2014 começa diferente pra toda a Nação, temos muitas certezas, a maioria fundamentada no que é mais límpido que água. Enxergamos tudo que nos falta, mas não podemos enxergar isso sozinhos.

Aguardamos na fé, hábito que não se abandona que o improvável aconteça, que estejamos enganados, que tudo dê certo.

Que Deus nos abençoe!

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho
10/02/2014


Nenhum comentário:

Postar um comentário