Êh Galo! Ainda bem que o
domingo findou...
Na busca pela primeira
vitória no comando de Paulo Autuori, o Glorioso conseguiu seus três pontos de
maneira sofrida e com todos os ingredientes para não deixar atleticano nenhum
se esquecer de como as coisas acontecem para essa Nação.
Entramos em campo nesse
domingo, com uma escalação diferente da estréia. Dátolo no lugar de Michel, improvisado na
lateral e Emerson no lugar de Réver que havia sentido o tornozelo. Sem lembrar
o time que, no primeiro semestre de 2013 encantou o mundo com um futebol de
velocidade e vontade, o Galo viu o time de Muriaé ter a primeira chance do
jogo, num chute de Júnior Lemos defendido por Victor. Poderíamos dizer que o
jogo seguia insosso, sem graça, mas o segundo tempo reservava emoções típicas
de quem veste o preto e o branco de Minas.
Ver o time buscando ritmo de
jogo, se acertando quanto às necessidades de contratações e novo técnico e de
repente assistir um de nossos jogadores fraturar o tornozelo, precisando da
vitória ver o time adversário abrir o placar?
Passei a mão no rosto e
pensei, “está tudo normal”, tudo como sempre é pra Massa do Galo. Drama,
dificuldade sempre em dose cavalar.
Tentando manter a
serenidade, sem afobação diante do placar desfavorável, fui fazendo contas e
mais contas de quantos reforços precisaríamos, olhando o relógio, pensando na
necessidade de uma vitória.
Vinha à minha cabeça a
desconfiança da torcida com o novo técnico, a estréia na Libertadores, a quantidade
de competições no ano e lembrava que tudo é possível se tratando de Atlético
Mineiro. Que não há obstáculo real até que o juiz apite o final do jogo.
Lembrei das muitas vezes em
que dificuldades foram superadas e vi o Jô entrar no PAB – Padrão Atleticano de
Bipolaridade, sendo cobrado por muitos e inclusive por mim de uma atuação de
efeito, fazer dois gols e nos trazer a primeira vitória do ano.
“Tudo continua como dantes
no castelo de Abrantes”, o ano realmente começou para o Galo.
Preparemos o coração
e os joelhos para orações e promessas. No domingo da triste contusão do
zagueiro Émerson e da lamentável fatalidade ocorrida com uma filha dessa nação,
Aretuza Parreiras, o olhar se fixou novamente no céu, porque sabemos pertencer a
um seleto grupo de apaixonados fiéis, que tudo enfrenta sem medo, mas
precisamos de mais emoções que tragam lágrimas de alegria e não de tristeza e
preocupação.
Que Deus abençoe e proteja
essa Nação e seus filhos! Que Deus cuide da família da Aretuza e da recuperação
de nossos jogadores. Temos muito que pedir, mas com certeza muito a receber,
merecemos sempre.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho
04/02/2014
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