O que me toma ao escrever essa coluna é além do amor desmedido que carrego no peito a observação constante às reações dos que sentem o mesmo que eu. Passeio por minhas lembranças faço paradas nas redes sociais e da mistura de tudo isso, saem às palavras que deixo aqui e nas quais tantas pessoas se encontram.
Essa semana não pode ser menos do que a semana atleticana. Serão longos dias de hoje até o dia 08. Confesso ver à minha frente uma data chave, muitos depositam nela a responsabilidade do seguir ou recuar. Temo por esse condicionamento. A semana começa com o ar de novo voto de confiança a ser dado e ao mesmo tempo um aviso quase letal sobre como não ser. Nos dividimos entre a esperança nata e intrínseca e o medo de nova decepção pelo que a razão apresenta. Não fujo da racionalidade, porque como já disse algumas vezes nessa coluna, o amor pelo Galo amadureceu nas pedreiras enfrentadas. Mas não brinco de vestir uma camisa e não sou bipolar pra amar e desamar. A síntese do amor está em amar o todo e não parte dele. Não estou dopada pela paixão a ponto de ignorar as carências do nosso time, de não me irritar com a ausência na contratação de grandes nomes ou de no mínimo de nomes de relevância na resolução dos problemas e nem da longa abstinência de títulos, eu os quero muito, eu também os quero de verdade.
Não vou pedir a imortal Nação Atleticana a virtude da paciência, entendo e divido com vocês a atual ausência dela, peço nessa semana de ansiedade e nó na garganta, somente a fidelidade. Que os que estiverem na Arena sejam a voz “incalável” dos milhões que não poderão estar, que nos despejemos em apoio, até o último fio de voz a sair de nós. Peço que aproveitando da semana de cunho religioso onde sacrifício recebe o nome de paixão, que a nossa Paixão seja maior que a mágoa e que nossos corações absurdamente lindos de preto e branco se encham de perdão para sermos realmente a Camisa 12 do time.
Esqueçamos por hora do uso da voz para protesto e abracemos de amor o que temos no momento e que se aos 11 em campo faltar gana, raça e amor, que gana, raça e amor contagiem da arquibancada cada milímetro de cada um dos combatentes alvinegros.
Que Deus nos livre de mais decepções, mas que se vierem que pensemos nelas após o apito final. Se for pra ser um divisor de águas, que o seja após o término do próximo jogo.
O não acabar jamais que é certo da imortalidade do Clube Atlético Mineiro nos permite ser como o pássaro da mitologia grega com sua força em carregar às vezes cargas muito pesadas, em renascer das cinzas quando muitos o consideram finito. Caiam raios e trovões, venham terremotos e tsunamis, mas eu não mudo de amor, sou fiel. A máxima do amor está em três palavras, Clube Atlético Mineiro.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 02/04/2012
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