domingo, 1 de abril de 2012

Se você não existisse te inventaria - 25/03/2012

Que alegria poder escrever está coluna em um domingo tão festivo. Que desafio imenso dosar a emoção e não me derramar em lágrimas pra falar por tantos que como eu nutrem esse amor e essa lealdade.

Estamos aqui de frente pra tela em branco do Word eu e meu coração. Acompanha-me também uma série de imagens que fazem parte dos 104 anos dessa história. Posso fechar os olhos que ouço um coro de milhares dentro de um gigante na Pampulha. Se mantiver os olhos fechados consigo sentir a arquibancada se mover e a paixão não permite o medo de que tudo aquilo vá ao chão, porque fé e amor caminham juntos e estes seguram tudo. Alegria desproporcional ao tamanho de uma palma da mão fechada, que é o coração. Como cabe tanto sentimento sincero ali? Não dá pra imaginar como seriam os dias sem que o coração vivesse essa experiência. 

A denominação de loucura já virou clichê e ela pouco importa, “Perdoe minha doce insanidade a loucura abraça-me quando te vejo”. (Leide Botelho – 1997). Loucos apaixonados, sim somos loucos apaixonados. Inconsequentes, desmedidos, absolutamente entregues e reféns dessa paixão. Vigiamos nos colocamos de prontidão e nem o cansaço nos abate. Temos um forte sentimento que realmente nos denomina como nação. E quando em teoria diferenciam nacionalismo e patriotismo, conseguimos unir os dois conceitos, carregamos em nós mais que uma ideologia, amamos cada um dos símbolos que a pátria que é o Clube Atlético Mineiro possui.

Somos um exército que condensa fé, amor, lealdade e obstinação. Milhões de guerreiros espalhados pelo mundo prontos pra lutar, defender suas cores e sua bandeira. 
Loucura ou não estamos sempre a seu lado. Permanecemos assim no pouco, no muito e no quase nada. E quando achamos que devemos desistir sua imortalidade clama que fiquemos. Preferir a normalidade ao vulcão que seu nome desperta em nós? Conviver com o tédio de não poder sentir o calafrio que sua existência proporciona? Fazemos a opção pela nossa loucura.

Hoje celebramos sua existência, vida que alimenta nossas almas de vida mesmo quando se apresenta abatido, apático, adoecido. Não poderia ser diferente com tamanho amor saltando aos olhos, com sons e cantos de devoção sendo entoados pelos quatro cantos do mundo. Pintamos nosso rosto, marcamos nossa pele, não importa o que pensem, o fato de sentir tudo isso nos basta. Deixem para a nós a bronca, a marra, que entre nós tudo se ajeita. Não há nada que se compare à força que esse amor nos traz, nada quebra o elo da corrente, nada abala as estruturas, por você sempre e com você sempre, foi assim em 104 anos, assim será infinitamente. Religião, DNA, identidade, paixão. Se você não existisse meu Galo, com certeza te inventaria!

A festa hoje é de cada rosto marcado pela alegria e pela dor, por cada voz que se perdeu ou por cada sentimento que tentaram calar. 

Parabéns a todos que fazem parte da família alvinegra. O dia é nosso, incansáveis e fiéis Atleticanos. Únicos e inigualáveis em amor e lealdade. PARABÉNS MEU GALO! 

Saudações Atleticanas!

Leide Botelho 25/03/2012



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