O
título dessa coluna me veio à cabeça ontem durante o jogo. Vi em campo um
exército que desejava mostrar estar pronto pra batalha e a frase dessa música
definiu o enredo desse texto. Destemidos e aguerridos estavam os nossos
jogadores em campo. A energia da arquibancada parecia sintonizada com energia
das quatro linhas.
Como
foi bom mesmo de casa, perceber o retorno da gana e da vontade. Novamente bateu
com esperanças o meu coração desconfiado e em alguns momentos triste.
Flashes
e mais flashes passaram em minha mente.
Da
segunda metade de 2011 até ontem, muitos dias se passaram. Altos e baixos,
encontros e despedidas. A grande Nação Alvinegra lutou contra a queda para a
série B, se faltava técnica sobrava a falada vontade no segundo turno do
campeonato nacional. Em dezembro havia a oportunidade de castigar aqueles que
nunca mereceram nossa compaixão, mas num súbito de generosidade o castigo não
foi dado. Dilacerou-se o já cansado coração atleticano.
O
ano de 2012 começou e a ferida aberta, exposta, clamando cura, não encontrava
remédio. A ressabiada Nação e a desgastada relação intensa de amor... Cobranças
e mais cobranças, descrédito, mas junto a isto ainda existia um sopro de
esperança.
O
amor vive de muitos outros dons, inclusive da paciência que exige a espera. E
sobrevivemos dia a dia aguardando que os limitados e apáticos entendessem a
necessidade de milhões. O exército de pedra foi se humanizando, o apelo começou
a ser ouvido.
Ontem
ao ouvir os cantos da Nação Atleticana o que senti foi que o conjunto era time
e torcida. O sopro de esperança se fortalecia. Raça, vontade, entrega, poderiam
ter feito a festa ficar ainda mais bela.
Pedimos
tanto que chegaram novos personagens, alguns entraram bem em cena, outros ainda
aguardam sua vez. O fato é que mesmo que o final não tenha sido regado com os
louros da vitória algo hoje já é diferente, algo hoje já abastece o coração e
alimenta a esperança que ia se perdendo.
Hoje
mesmo que não tenhamos 100% em uma pontuação, voltamos a ser vistos, hoje é
impossível que continuem a nos ignorar. Convivemos ainda com certo descaso, mas
isso sinceramente não arranha em momento algum o orgulho que tenho de dizer que
sou GALO sim, que vou ser GALO sempre, e vou continuar a contar que imortal é o
meu amor.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho 07/06/2012
Nenhum comentário:
Postar um comentário