domingo, 10 de junho de 2012

Bate outra vez com esperanças o meu coração 07/06/2012


O título dessa coluna me veio à cabeça ontem durante o jogo. Vi em campo um exército que desejava mostrar estar pronto pra batalha e a frase dessa música definiu o enredo desse texto. Destemidos e aguerridos estavam os nossos jogadores em campo. A energia da arquibancada parecia sintonizada com energia das quatro linhas. 
Como foi bom mesmo de casa, perceber o retorno da gana e da vontade. Novamente bateu com esperanças o meu coração desconfiado e em alguns momentos triste.
Flashes e mais flashes passaram em minha mente.
Da segunda metade de 2011 até ontem, muitos dias se passaram. Altos e baixos, encontros e despedidas. A grande Nação Alvinegra lutou contra a queda para a série B, se faltava técnica sobrava a falada vontade no segundo turno do campeonato nacional. Em dezembro havia a oportunidade de castigar aqueles que nunca mereceram nossa compaixão, mas num súbito de generosidade o castigo não foi dado. Dilacerou-se o já cansado coração atleticano.
O ano de 2012 começou e a ferida aberta, exposta, clamando cura, não encontrava remédio. A ressabiada Nação e a desgastada relação intensa de amor... Cobranças e mais cobranças, descrédito, mas junto a isto ainda existia um sopro de esperança.
O amor vive de muitos outros dons, inclusive da paciência que exige a espera. E sobrevivemos dia a dia aguardando que os limitados e apáticos entendessem a necessidade de milhões. O exército de pedra foi se humanizando, o apelo começou a ser ouvido.
Ontem ao ouvir os cantos da Nação Atleticana o que senti foi que o conjunto era time e torcida. O sopro de esperança se fortalecia. Raça, vontade, entrega, poderiam ter feito a festa ficar ainda mais bela.
Pedimos tanto que chegaram novos personagens, alguns entraram bem em cena, outros ainda aguardam sua vez. O fato é que mesmo que o final não tenha sido regado com os louros da vitória algo hoje já é diferente, algo hoje já abastece o coração e alimenta a esperança que ia se perdendo.
Hoje mesmo que não tenhamos 100% em uma pontuação, voltamos a ser vistos, hoje é impossível que continuem a nos ignorar. Convivemos ainda com certo descaso, mas isso sinceramente não arranha em momento algum o orgulho que tenho de dizer que sou GALO sim, que vou ser GALO sempre, e vou continuar a contar que imortal é o meu amor.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 07/06/2012

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