Um vazio amargo toma conta do final de semana sem jogo do Galo. Digo sem
o jogo, porque mesmo que não haja jogo, sempre há o Galo, no twitter, no facebook,
na camisa que uso sem dia e hora, na porta do meu quarto, no pôster na parede,
no coração e na alma. Vão me chamar de boba, exagerada, mas eu realmente não me
importo. Essas duas cores mexem tanto comigo, que são quase como o ar que
respiro.
Outro dia fiquei pensando se sou a maior frustração da minha mãe por ser
tão alucinada com o meu Galo. Mas lembrei que essa paixão também faz o meu
filho se orgulhar de mim.
Quantas vezes falei em minha coluna do Glorioso, com adjetivos que eram
adjetivos, quantas vezes “adjetivei” substantivos para tentar esclarecer esse
amor.
Desmedido, infinito, necessário, único, inigualável, por aí vai o que
sinto. Falo no singular, mas ouso me sentir um pontinho dentro do oceano que é
a nação que sente exatamente como eu.
Esse furor, esse frisson, faz dos dias menos difíceis. Através deles,
tantos diferentes são iguais, tantas distâncias são encurtadas, tantos amores nascem,
corações se aproximam e a vontade é uma só, estar perto de tudo aquilo que
lembre o Galo, que fale do Galo, que sinta o Galo.
Não iria escrever para essa semana, mas meu coração é uma explosão
constante de amor e paixão por tudo, não me contive. E enquanto não chega a 4ª
feira, meu coração continua a se vestir de preto e branco e a contar as horas
para ver, torcer e amar mais uma vez o Clube Atlético Mineiro.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 03/06/2012
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