sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eu vou voando pra te ver - 21/05/2012


E embarcamos para CAMpinas às 9:13 da manhã de domingo. Vou confessar que de tudo que é difícil, que me incomoda, que me deixa triste, nada recompensa mais que fazer parte dessa família que tantas vezes falamos por aqui, Família Alvinegra! Essa movimentação apaixonada, que faz de desconhecidos amigos é fascinante.

Nossa festa começou em Confins, pensem em uma onda de amor... Que arrebata, que convence incrédulos. E no avião, comandante e comissários se renderam a essa onda de amor, ouvimos que era o Voo Galo Futebol Clube, o sonho de ter um avião da Massa, parecia realidade, entoamos o hino como se estivéssemos indo ali em Sete Lagoas.

Começava ou melhor, recomeçava uma festa que nunca termina. A impressão que tenho é que vivemos em festa, até quando não se tem motivos festejamos, festejamos o amor, festejamos as amizades, festejamos a necessidade absurda de estar com o Galo onde ele estiver. Festejamos poder fazer de quatro letras um brado forte GALO! Festejamos a honra de vestir esse manto.

Em uma terra que não era a nossa, chegamos visitantes e saímos anfitriões da festa alvinegra. Alvinegro era o estádio, não fosse pelos símbolos pintados até no saquinho de pipoca, pelo hino do adversário e pelo excesso de cuidados com a nossa locomoção dentro da cidade, pensaria não termos saído de Minas. Mas já cansados de saber, qualquer lugar é o nosso lugar porque esse amor deixa filhos perdidos em todos os cantos do mundo.

De início o medo que assombra os corações Atleticanos, a insegurança rotineira com um elenco inconstante, andando abraçados com a esperança e a fé. Pensava que pior que não ver em campo um time que despertasse respeito e medo nos adversários, era perceber que no banco também não havia nada que pudesse mudar o resultado enfadonho do jogo.  Ledo engano. Olhava o relógio e repetia a mim mesma, “eu acredito em milagres”. Nada mais profético que um coração apaixonado, o milagre aconteceu... Diante da temida Ponte Preta aquela que não perdia para o Glorioso, aos 45 minutos do segundo tempo, pra confirmar a tese de que com o Galo tudo é mais difícil, “o argentino sem raça”, tão criticado nos últimos jogos, marcou para a alegria e alívio da Nação a qual pertencemos.

Como é bom voltar pra casa feliz. O cansaço não combina com a decepção, ele só pode combinar com a recompensa justa dos três pontos.

Ah Glorioso... Onde você estiver com você quero estar, eu vou voando pra te ver, porque sacrifício combina com amor, esforço combina com amor, desprendimento combina com amor.

Ah meu Galo suas cores, suas dores, suas necessidades, são as minhas.

Ah Atlético... Começar com o pé direito mesmo que dentro de um sapato apertado não é ruim.

Ah Família Alvinegra, presente que tanta paixão me deu!

Aos céus também o meu agradecimento porque fé é benção e ela nunca nos falta.

Saudações Alvinegras!

Leide Botelho 21/05/2012

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