Que me perdoe Vinícius de Moraes por usar de suas palavras, nada
sou diante da grandeza do poeta, mas o amor merece todo o perdão do mundo e que
o meu amor justifique minha ousadia. Mesmo que Vinícius não louvasse o
alvinegro das Minas Gerais, alvinegra também era a alma do poeta carioca.
Sonhos nos despertam para vida, nos prendem no sono, nos
inebriam. Sonhos dão sentido à luta, resgatam no cansaço. Infeliz da alma que
não é regada pela esperança, que se deixa dominar pelo medo, pela falta de fé e
abandona o sonho.
Sabemos com maestria do receio, da decepção, do sonho que fora
retardado pelos incidentes e percalços por vezes injustos. Conhecemos da mesma
maneira a dor. Mas nossa alma não titubeia, jamais se entrega e tomando em
parte posse das palavras do poeta, de tudo ao nosso amor seremos atentos, com
zelo, com dedicação desmedida e com um encanto infindo.
De posse do Soneto de Fidelidade, diante da liderança no
campeonato, após uma apresentação convincente, como não nos encontrar em cada
letra do poeta? Ah meu Galo, “Quero vive-lo em cada vão momento e em seu
louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto, ao seu
pesar ou seu descontentamento”. Pareceu-me o poeta olhar o meu coração ao
escrever, tamanha a semelhança das palavras com o amor que de nós derrama.
O palco está para nós à espera do show que nos cabe. Nosso
Glorioso é tal como o sol. O sol em alguns momentos não aparece para todos
espalhando seu calor, mas brilha independente do que se vê, é forte
independente da tempestade, permanece distante dos que preferem a frieza dos
polos, mas não nega seu calor e nós preferimos desse calor. O nosso sol brilha no
bairro de Lourdes e irradia para o mundo sua força.
Caminhamos enfim mirando o rumo certo. Não há dúvidas sobre o
caminho a seguir. Sabemos que há muito chão pela frente, mas não tememos o
percurso, continuaremos seguindo em frente, é preciso caminhar com fé, nossa fé
anda enlaçada com nossa força e nossa força é alimentada por nosso amor.
Se juntos estamos na dor, na derrota, seremos mais ainda um só,
nos momentos de alegria e vitórias.
Enfim, se o poeta escreveu ainda “que não seja imortal, posto
que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”, ele de certo não
experimentou o que inflama na Alma Atleticana, que é imortal sem discussão e
que é infinito porque é da maior verdade que se conhece.
Iniciamos a semana no alto, que em tudo tem haver com nossa
identidade, que em tudo é merecimento pela fidelidade que não nos falta, pouca
nos importa o descrédito dos que não sentem o que sentimos o Preto e o Branco
nos bastam.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho
02/07/2012
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