Palco
montado, cenário dos mais lindos e começou novamente a Peça do Amor, com o
episódio “Esse é correspondido”.
O
ritual do Atleticano começa muito antes do jogo. A compra do ingresso é a
primeira batalha a ser vencida. Nesse ponto, nem todos saem com a vitória. Falo
porque a questão cambista, pedra no sapato, persiste, os ingressos esgotam
fácil, sempre com muita rapidez, mas o estádio nunca está completamente cheio.
Quantos amigos, conhecidos deixam de ir por causa disso, quantos mandam ondas
de amor de suas casas por não poderem estar ali. Independente do número de
presentes no estádio, a voz de um ou de mil é sempre sinal de verdade, é forte,
é marcante, mas não dá pra continuar dessa maneira, é preciso que algo seja
feito, que o que importe não seja a renda somente, mas que seja a presença dos
que realmente fazem a festa perfeita. Omissão ou não da diretoria e da polícia,
no que diz respeito à ilegalidade da venda de ingressos por cambistas que levam
vans com idosos para as filas, o que interessa não é quem é o culpado, o que
importa é que providências devem ser tomadas sem que continuem a fazer vista
grossa sobre o assunto.
Vencido
o primeiro desafio, há todo um aquecimento. A escolha do manto, o encontro com
os amigos e as resenhas antes do jogo. Regadas ou não à cerveja, essas
acontecem nos arredores do estádio, onde respeito, amizade e todo sentimento
que envolve Família Alvinegra se abraçam. Cenas que jamais se perdem no tempo,
se eternizam imortais como o próprio Glorioso.
A
entrada no estádio, critiquem o quanto quiserem, a mim é como se adentrasse em
um lugar sagrado. É sagrado sim, porque ali estão depositados os mais intensos
e verdadeiros sentimentos de uma nação que de tão entregue é indecifrável.
Amor, sentimento inteiro em divindade.
Os
longos e curtos 90 minutos, nos servem um banquete de palpitações, respiração
ofegante, garganta seca e explosões de medo e alegria. Palco de curas,
redenções e quedas, tudo pode mudar em segundos. Inaceitáveis ganham algum
crédito ou perdem o crédito que resta. Dúvida e temor se esvaem dando espaço ao
apoio incondicional.
Tudo
se dá, dentro da maior humanidade possível, mesmo correndo riscos, o que mais
me atrai é o que houver de mais humano. Talvez por isso também eu pertença à
grande Massa Atleticana. Humanos em todos os aspectos, na bronca e no aplauso,
na intolerância e na paciência. Do fel ao mel, somos o que há de mais humano,
nem de longe perfeitos, mas isso me agrada, porque o humano sempre está mais
perto do céu do pensamos.
Ah
e quando no palco cada ato é um gol... E quando temos cinco atos perfeitos...
Ah e quando há um sexto gol que vem do alto de nossa diretoria...
Sim
não encerramos a partida ganhando de cinco. Na parte do meio da arquibancada
atrás do gol, haviam quinhentas crianças, ensinando o resto do estádio a
torcer. Frenéticos, inquietos, vibrantes, extasiados diante daquilo que levou
muitos ali à vida inteira ao campo, mas que cansados por algum momentos se
calaram, ou pensaram em desanimar. Lembrei-me da minha primeira vez no estádio,
tal como a primeira vez de muitos ou todos, só confirmou a escolha que havia
feito. Não tenho dúvidas que escolhi o melhor e através da iniciativa da
Adriana Branco, quantas daquelas crianças tiveram essa confirmação também,
quantos ontem resolveram vestir o preto e o branco e jamais vão desejar outras
cores.
Por
fim, entre o que precisa acertar, passando pelo que ainda é inaceitável,
chegando à vice-liderança, o hino que me faz arrepiar, tamanha a alma de
Vicente Motta, que alcançou milhões de almas com suas palavras e com a verdade
de cada uma delas; raça, amor, alegria nas vitórias, imortalidade como adjetivo
de um amor infindo. Só quem é Atleticano sabe o quão divino é assim o ser.
Saudações
Alvinegras!
Leide
Botelho 24/06/2012
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