domingo, 15 de julho de 2012

Para não nos esquecermos de onde viemos e do que somos 17/06/2012


Vou escrever de imediato a coluna para não deixar fugir todo o sentimento relacionado a partida desse domingo.
Inicio dizendo que aflição e ansiedade são parceiras dos corações que se vestem com orgulho do Preto e Branco das Minas Gerais. E começamos assim o domingo.
 Entre as montanhas de Minas está a raiz de uma história verdadeira, única, de identidade e personalidade. É o primeiro ponto a relembrar. Não surgimos do nada, nem de um sentimento vazio, mantemos há mais de um século nossas cores e nosso nome, respeitamos o que fomos no passado, mesmo que no presente sejamos menos lembrados, enaltecemos tudo que esteja associado ao nome que gritamos sempre. Como religiosos fanáticos, como pertencentes de uma seita que só prega o amor ao Glorioso, como malucos, ou seja lá como tentem nos criticar.
 Cheguei hoje para dar uma bronca, para chamar à vida cada atleticano que por um minuto que seja tenha ousado praguejar contra o time após essa derrota.  Vou passar longe da poesia que me conduz sempre.  Pouco me importa se perdemos isso em nada modifica o meu orgulho em ser Atleticana!
Queria os pontos. Como queria... Mas isso não desmerece a evolução que já aconteceu no time, tanto em campo, como em relação à postura. Mesmo que hoje tenha faltado um pouco do ímpeto, da raça dos últimos jogos, o elenco está cada vez mais ciente de sua responsabilidade, isso é gol a favor.
Pensar nessa derrota por 1 a 0, diante de um bom time, alardeado pela imprensa de fora das montanhas mineiras, com jogadores de seleção para eles imbatíveis, me faz ter certeza de que a racionalidade na hora de analisar a tabela do campeonato seja injusta. Se deixarmos o coração mandar com a naturalidade que ele já o faz sempre, lembraremos que já superamos momentos mais difíceis, derrotas mais indigestas, vexatórias e seguimos em frente.
Os problemas vistos hoje na partida são praticamente os mesmos que vimos também quando alcançamos vitórias. Precisam ser resolvidos mas colocar uma lente de aumento, só fortalece os que nos querem ver pelas costas. E dia a dia vemos que o número de anti-Glorioso só aumentam. Aumentam pela falta de compreensão do que vivemos e sentimos, aumentam pela ignorância e frieza dos práticos que só entendem o amor com retorno e desconhecem a nobreza do “amar porque amar é bom”.
Meus amigos, meus irmãos, minha nação... Não vou engrossar o coro dos que querem nos derrubar. Não vou servir lenha pra fogueira que armam há anos para o nosso Galo. Não vou ser âncora se posso ser foguete.
Menos três ou quatro pontos, mas que permaneça o espírito de união e sintonia entre campo e arquibancada. Que o sentimento inexplicável que tanto incomoda o mundo, continue sendo gol a favor. Que calemos mais estádios, que nossas cores tomem o espaço de outras cores.
Espero como todas as melhorias, mudanças e progressos. Acredito que venham. Virão! Mas afinal de contas adversidades nunca nos surpreenderam nunca nos afastaram do Galo, nunca foram novidade.
O que nos diferencia do mundo é a força incessante de um amor sem precedentes. O que nos diferencia do mundo é a lealdade ininterrupta e presente. O que nos diferencia do mundo é a espera paciente dos que amam de verdade. Somos Galo e não desistimos NUNCA!
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 17/06/2012


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