Enfim acabou o domingo, muito
esperado, ansiado de maneira inexplicável. Tenso, de sentimentos mistos e
intensos.Às vezes tudo dá certo, outras vezes não, mas o amor é persistente,
paciente e lá vamos nós amando.
Na certeza de que os verdadeiros
campeões, assim o são chamados, pela superação e pela força constante de se
reconstruir dia a dia, passo a passo, não dormirei triste e nem lamentando os dois
pontos perdidos no caminho, acho que assim deveria começar a semana de toda a
Nação Alvinegra, com a serenidade de quem sabe onde está e não deve se abater e
sucumbir diante da vaidade e inveja alheia.
Percebi nesse domingo que o nosso ser
de tão incrível, de tão verdadeiro, de tão preto e branco, é desejado de forma
tamanha pelos outros, que copiam nossas ideias, que não aceitam a nossa entrega
absoluta, o nosso desejo incontido de estar com o nosso Galo. Ah... como se
incomodam porque não são como nós. Ah... Como ficam indignados por sermos
simplesmente Atleticanos, por temos uma loucura que perpassa tudo e alcança
jogadores, artistas, grandes nomes da imprensa e da política, que encanta nomes
da música internacional que faz de um mascote DOIDO, muito doido.
Hoje vi um zagueiro fazer um golaço,
zagueiro que conhece bem os dois lados da moeda e fez a opção pelo alvinegro do
meu coração. Hoje vi o Maestro em campo, regendo meu sonho, dando tom à canção
de sua excelência e com muita generosidade dando aos mortais corações cheios de
cobiça um lampejo de alegria por assistirem ao seu show de camarote.
Não há 100% estatístico no resultado,
mas a minha alma estatisticamente tem 100% de fé e acredita e permanece fiel.
Não estou cega para dizer que não faltou mais, que não esteve ali o tudo que
temos recebido, mas tenho minhas cores que alimentam os meus dias e meu apoio é
incondicional sempre.
Diante da festa na porta da Cidade do
Galo, diante do terror na porta do Independência, diante do descontrole das
arquibancadas e do despreparo da arbitragem, mantem-se firme o meu coração
pulsante, “atleticanamente” pulsante, envolto pela mítica de gritar aos quatro
cantos do mundo que a minha escolha é imutável, que minha vida é ser Galo, que
meu sonho é alvinegro, que em meu mundo não há tempo pra lamúrias diante de um
empate, porque permaneço líder e porque é assim com um jogo a menos.
Não me faltaram orações no dia de
hoje, não me faltarão jamais, porque sempre peço pelo que acredito e acredito
no meu Glorioso. Na semana do centenário de um mito, Nelson Rodrigues, que um
dia escreveu que toda oração é linda e que duas mãos postas em oração são
sempre tocantes, independente do que peçam, sei que os olhos do Criador se
voltam para os que amam com verdade e de amor de verdade entendemos, continuo
com as mãos postas em oração. Hoje não agradeço pelos três pontos, porque eles
não vieram, mas agradeço por ser diferente daqueles que estavam no estádio,
porque me contento em simplesmente amar o GALO DOIDO, em fazer festa com meu
manto, em desfilar o mesmo com orgulho e em não me arrepender jamais dessa
escolha, em ser leal ao que visto e ao que grito mesmo que há 41 anos sem um
título nacional.
Sou o que vocês jamais serão, porque
pra ter um milímetro da imortalidade alvinegra, é preciso saber amar
enfrentando turbulências e isso a prepotência jamais deixará que saibam.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 26/08/2012
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