terça-feira, 23 de outubro de 2012

Nem bonito e nem feio


Não sabia ao certo como começar a coluna dessa semana, dois empates e uma derrota e o que percebo é que não há santos, há erros sim, vindos de muitos lugares. Não vou criar um local para muitas crucificações, mas vou tentar me colocar em julgamento também. Como estamos nós como torcedores?
Fazemos parte de uma Nação sem adjetivos que a descreva. Estamos há 104 anos ao lado do time. Vivemos uma abstinência de título nacional há 41 anos e nem isso nos fez pular do barco. Enfrentamos nos últimos anos riscos constantes de rebaixamento. Começamos o ano de 2012 após uma derrota vexatória para o rival azul, fomos campeões invictos do estadual, sofremos uma derrota eliminatória na Copa do Brasil, um primeiro turno brilhante no Campeonato Brasileiro, derrubando todas as estatísticas, fazendo até os mais céticos se renderem ao que nosso Glorioso vem apresentando em campo. Li alguns chamarem de “salto alto” os últimos resultados do time, após a grande ascensão que vivemos na primeira parte do campeonato, será que o salto alto está nos pés dos jogadores?
É fato preocupante sim que o rendimento caia, que o time se mostre apático após tanta garra desfilada no primeiro turno, mas o que realmente me preocupa agora é que nossa Nação, fiel, entregue, seja tomada por uma pedância sem limites. Alguém se iludiu ou ouviu promessas de que seria fácil? Sinceramente alguém esperava para o Brasileirão o que tivemos no mineiro?
Somos torcedores apaixonados, lutamos e defendemos as cores que vestimos, é normal que façamos nossas cobranças, que fiquemos irritados quando o que vemos, não é visto pelos outros, seja em campo ou nas redes sociais. Mas nem de longe somos os senhores da razão.
Sejamos francos, após tantas guerras perdidas, após tantos perrengues, vamos nos deixar tomar pela prepotência já desfilada por rivais?
Elogiei o retorno da serenidade ao Glorioso, que reverteu placares, que jogou com raça e com a gana que é sinônimo do que representa o grande e imortal Clube Atlético Mineiro, não quero que isso se perca. Espero do cerne da minha alma alvinegra, que nossos lutadores em campo reencontrem logo a calmaria que as qualidades que eles possuem, permite ter. Estou aqui firme e fiel ao que amo e acredito e espero que nosso técnico se mantenha também centrado. Mas peço encarecidamente a cada membro da inumerável família alvinegra que venha somar, pés no chão sempre, encarar com humildade quando na posição de humanos e não deuses, nossos jogadores falharem, esperar sim que profissionais que são, acertem a pontaria, joguem com determinação e façam o seu melhor.
Continuemos lotando estádio, aumentando o número das caravanas. Nunca deixamos de fazer isso, nem quando as coisas eram ruins, agora que um novo tempo se anuncia não nos deixemos tomar pela arrogância que tantas vezes derramaram sobre nós.
Ruim escrever a coluna tomada pelo receio da visão cega que um momento passional possa causar, mas convicta de que, o que sou não mudou até hoje e não vai mudar por perdermos um jogo para o Campeão da Libertadores da América. Nem bonito e nem feio, foi um jogo de grandes times, de grandes torcidas.
Começa uma nova semana, mais uma segunda-feira na liderança, seguindo o que é intrínseco dos alvinegros mais fiéis do mundo, um dia como qualquer outro, onde se veste o manto e se desfila com orgulho a razão de ser e amar o Galo da Massa. Quarta-feira outro jogo, mais uma final, novamente estaremos diante da TV, com o rádio ligado e a alma na Bahia, contra o Bahia e pelo Galo Sempre!   
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho
02/09/2012

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