terça-feira, 23 de outubro de 2012

À força de uma nação - 14/10/2012


Tentando organizar pensamentos e sentimentos. Infelizmente o amor não nos reserva só a parte linda e doce dos romances e filmes. O amor só existe verdadeiramente quando sobrevive imune e resignado diante dos obstáculos, das armadilhas.
O amor incomoda, é luz forte para aqueles que não o vivem, de tão forte essa luz, fazem de tudo para apagá-la.  Quantos joguinhos, quantas mentiras, quantas tentativas cruéis de apagar essa luz.
Já me perguntei inúmeras vezes se minha paixão é responsável por uma insanidade que me faz crer que o mundo não conspira a favor das minhas cores. Mas é tudo tão óbvio, tão sem maquiagem, cru mesmo, que não posso estar louca. Já me perguntei ainda, o que há de tão invejado em nós e para que a necessidade de nos colocar abaixo seja explícita.
O sentimento ruim da inveja, aquele que faz com que percam escrúpulos, que não precisa de teoria e lógica para explicar. Olhando para a vida entendo que existir de maneira inteira cultuando essa paixão é o motivo da nossa condenação.
Somos condenados pelo que nos faz diferentes. Heróis e heroínas do amor pelo Clube Atlético Mineiro, personagens de uma saga para que este amor sobreviva.
Repudiados, assaltados, envoltos à força em manobras indecentes. Simplesmente por não permitir que nada nos tire da alma o que tatuado pelo amor existe em nós.
A semana que não foi fácil mesmo após o show do final de semana anterior a este, a injustiça, a falta de critério e a certeza de que ao contrário dos favorecidos pela mão poderosa da CBF nós precisamos de um futebol de deuses e não de mortais, porque somente o futebol dos mortais não dará a alegria do título.
Ontem enquanto olhava para o céu e na minha fé pedia uma graça, pensava o que nos faria indignos da benção. Lembrei dos ensinamentos sobre amor e com os olhos vidrados no céu fiz mais uma oração e essa por intermédio de alguém forte lá em cima fez chegar à ponta de um grande milagre. Uma vitória que alimenta a esperança de um povo em quem não cessa a força de um canto.
Nosso sonho não morre com a injustiça, tal como o sentimento que nos move com sol ou chuva, o que nos conduz é a verdade de um sentimento e isso ninguém vai comprar, adiar, julgar ou condenar porque é só nosso.
Saudações alvinegras!
Leide Botelho
15/10/2012

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