O sabado cheio de expectativas,
não em menor número do que em todos os dias da semana, a certeza do reencontro
com grandes amigos e a torcida também pelo reencontro com o lindo futebol do
primeiro turno, levou parte da Nação Atleticana ao Independência nesse sabado
dia 06 de outubro.
Cheios de paixão pelo sempre e
eterno Glorioso das Alterosas, sequer imaginávamos o que teríamos. O desejo é
sempre presente nos corações alvinegros, mas a confirmação só é possível quando
invade o gramado a gana daqueles que honramos chamando de ídolos e soldados do
Galo.
Sou a colunista que foge da
tática e da técnica pra falar do sentimento, da força que nos move e nos faz
conhecidos por fidelidade e dedicação. Não me atenho 100% em alguns detalhes,
porque sei que em suma, muitos farão isso, mas o que dizer dos seis gols que a
agraciadamente pude assistir ali, ao vivo, em cores e amor? Sentimento e
técnica, sintonia perfeita.
Venho repetir palavras, tanto nos
bons como nos maus momentos, isso tem sido inevitável. Quando se especulou a
vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Galo, torci o nariz, fiquei na bronca e
pensei, “ele em nada tem haver conosco”, há meu Deus como a vida é encantadora
pelas surpresas que nos reserva. Não há nada de impossível quando falamos de um
clube que é praticamente uma religião e um estilo de vida.
Tenho tido a honra de estar
presente em todos os jogos do nosso Galo no Independência e posso guardar para
a história da minha vida, mesmo que o final não seja como merecemos, que pude
assistir passes magistrais, gols lindos e a realidade dessas cores que jamais
me envergonham.
O maestro que faz a bola se
curvar e se entregar a ele como à força de um ímã, se curvou em campo, se
rendeu a força de uma Nação, bateu no peito e me mostrou que mais uma vez que o
inexplicável sentimento que move a Massa é contagioso.
Do alto da arquibancada, eu me
sentia eleita por poder assistir todo o espetáculo, os passes, os gols, a
entrega do gênio, mas além do que via em campo, há menos de um metro de mim,
Douglas, um jovem atleticano, sintetizava a alma de milhões, que dava expressão
maior ao sentimento alvinegro, sentado, com o fone no ouvido, no embalo do
sentimento coletivo, sem a visão dos olhos, mas com a visão do coração, trazia
vigor e lágrimas para embalar minhas convicções.
Mais um diagnóstico fatal,
deliciosamente fatal, indescritivelmente fatal, a força das cores, do nome, da
história, da Massa e a certeza de que não é preciso explicar, não é preciso
ver, só é preciso sentir.
A emoção do Maestro, a emoção do
Douglas, colocando todos nós no mesmo e divino local, nos igualando, nos
proporcionando a proximidade total mesmo com tantas diferenças. Àquele local
que só quem tem a benção e a graça de se vestir do manto do Imortal Clube
Atlético Mineiro sentirá e eternizará em sua história. Ronaldinho nunca mais
será o mesmo após passar por aqui e nós... Ah nós que fazemos parte dessa
família já temos um céu particular por ter optado por experimentar e viver no
dia a dia a mítica da alma alvinegra.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 07/10/2012
Leide Botelho 07/10/2012
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