terça-feira, 23 de outubro de 2012

Aquilo que só é preciso sentir 07/10/2012



O sabado cheio de expectativas, não em menor número do que em todos os dias da semana, a certeza do reencontro com grandes amigos e a torcida também pelo reencontro com o lindo futebol do primeiro turno, levou parte da Nação Atleticana ao Independência nesse sabado dia 06 de outubro.
Cheios de paixão pelo sempre e eterno Glorioso das Alterosas, sequer imaginávamos o que teríamos. O desejo é sempre presente nos corações alvinegros, mas a confirmação só é possível quando invade o gramado a gana daqueles que honramos chamando de ídolos e soldados do Galo.
Sou a colunista que foge da tática e da técnica pra falar do sentimento, da força que nos move e nos faz conhecidos por fidelidade e dedicação. Não me atenho 100% em alguns detalhes, porque sei que em suma, muitos farão isso, mas o que dizer dos seis gols que a agraciadamente pude assistir ali, ao vivo, em cores e amor? Sentimento e técnica, sintonia perfeita.
Venho repetir palavras, tanto nos bons como nos maus momentos, isso tem sido inevitável. Quando se especulou a vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Galo, torci o nariz, fiquei na bronca e pensei, “ele em nada tem haver conosco”, há meu Deus como a vida é encantadora pelas surpresas que nos reserva. Não há nada de impossível quando falamos de um clube que é praticamente uma religião e um estilo de vida.
Tenho tido a honra de estar presente em todos os jogos do nosso Galo no Independência e posso guardar para a história da minha vida, mesmo que o final não seja como merecemos, que pude assistir passes magistrais, gols lindos e a realidade dessas cores que jamais me envergonham.
O maestro que faz a bola se curvar e se entregar a ele como à força de um ímã, se curvou em campo, se rendeu a força de uma Nação, bateu no peito e me mostrou que mais uma vez que o inexplicável sentimento que move a Massa é contagioso.
Do alto da arquibancada, eu me sentia eleita por poder assistir todo o espetáculo, os passes, os gols, a entrega do gênio, mas além do que via em campo, há menos de um metro de mim, Douglas, um jovem atleticano, sintetizava a alma de milhões, que dava expressão maior ao sentimento alvinegro, sentado, com o fone no ouvido, no embalo do sentimento coletivo, sem a visão dos olhos, mas com a visão do coração, trazia vigor e lágrimas para embalar minhas convicções.  
Mais um diagnóstico fatal, deliciosamente fatal, indescritivelmente fatal, a força das cores, do nome, da história, da Massa e a certeza de que não é preciso explicar, não é preciso ver, só é preciso sentir.
A emoção do Maestro, a emoção do Douglas, colocando todos nós no mesmo e divino local, nos igualando, nos proporcionando a proximidade total mesmo com tantas diferenças. Àquele local que só quem tem a benção e a graça de se vestir do manto do Imortal Clube Atlético Mineiro sentirá e eternizará em sua história. Ronaldinho nunca mais será o mesmo após passar por aqui e nós... Ah nós que fazemos parte dessa família já temos um céu particular por ter optado por experimentar e viver no dia a dia a mítica da alma alvinegra.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 07/10/2012

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