Nada
diferente nas últimas semanas do calvário que nós atleticanos estamos mais que
acostumados a viver. Prezo pelo amor paciente e tolerante, aquele amor que tudo
crê, tudo suporta e espera, mas nessa semana venho falar de uma outra face do
amor, aquela do amor que se entristece diante do aparente silêncio e
indiferença.
Para
cada um daqueles que pertence à inumerável Nação Alvinegra, um sonho real, vem
querendo caminhar distante. De um primeiro turno inebriante o susto e temor de
um segundo turno sem vida.
Nossa
paixão tem lutado e insistido em constantes manobras de ressuscitação, misto de
medo e coragem, palavras de dúvida e de fé passeiam pela alma atleticana. A
bipolaridade de um sentimento tão intenso é visível nas redes sociais e nas
resenhas. O que temos e o que queremos. O sonho e a nova realidade nem tão
desconhecida assim. Longe do amargor da falta de esperança, mas galgando a
serenidade e sensatez, não é possível fechar os olhos diante do anseio pelo
melhor para aquilo que amamos.
O
canto incessante das arquibancadas, a força de uma grande família que tem se
deslocado Brasil afora não podem ser ignorados. É amor demais, dedicação
demais, investimento demais para ser ignorado.
Indiferença
e amor não combinam e nem é perdoável que tamanho sentimento seja desprezado. O
famoso “jogai por nós” é um apelo de almas entregues, fiéis. O pecado do
descaso é digno de uma condenação eterna, abracem então soldados vestidos de
preto e branco a responsabilidade por serem a representação em campo do amor
que emanamos.
Como disse Antoine de
Saint-Exupéry “tu te
tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é responsabilidade
de cada um que hoje tem a honra de ser reconhecido pelo manto que carrega nos
representar e bem representar. É de cada um dos atuantes em campo, no banco e
atrás dos ternos e cargos administrativos, a responsabilidade sobre o
sentimento que carregamos e o respeito a este para o qual criamos um altar em
nossas vidas.
Ainda pelas
palavras de Saint-Exupéry, “O verdadeiro homem mede a sua força, quando se defronta com o obstáculo”
e essa frase é um convite à luta tanto para aqueles que nesse momento
parecem estar omissos e apáticos nos gramados, como para aqueles que de sua
arquibancada diante das dificuldades, praguejam ou cogitam deixar o barco.
O
momento é único para sermos provados no fogo, é a hora de mostrar que além de
amar, não desistimos do que amamos, é a hora de não sermos ignorados no sagrado
dessa paixão pelo Glorioso das Alterosas. Se preciso for cobrar, repreender, o
amor que sentimos nos dá esse direito, mas jamais devolvendo indiferença.
Porque “O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto
mais se dá mais se tem. Antoine de Saint-Exupéry”.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 30/09/2012
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