terça-feira, 23 de outubro de 2012

Não é hora de adiar o sonho - 24/09/2012



Deixa partir aquilo que não faz bem, deixa ir embora aquilo que faz mal, que aprisiona e coloca correntes não te deixando sonhar. Começo a coluna dessa semana certa de que a melancolia, o medo e a dúvida em nada irão nos ajudar agora.
O meu sonho nunca esteve tão próximo a mim. O meu sonho é o mesmo de tantos. Estaríamos como São Paulo Apóstolo em seu caminho até Roma? O apóstolo após uma terrível tempestade, após ter seu braço enrolado pela serpente, se desesperou por achar que a ilha aonde se encontrava estava muito afastada de seu lugar de destino. O desespero não o fez saber que a ilha estava próxima ao lugar que almejava chegar.
Estamos vivendo esse momento na ilha. Medo, dúvida, fazem parte do contexto, da caminhada, do percurso até a vitória que significará tudo, por outro lado esses ingredientes em dose exagerada podem nos entorpecer e nos impedir de ver realmente o quão perto estamos.
É fato que o rendimento do Glorioso no segundo turno da competição nacional, anda distante do show do primeiro, nossa ânsia nos faz mais exigentes do que em outros tempos, mais impacientes, mas em momento algum isso pode nos tornar descrentes.
Apesar do empate, a La Galonera, recebeu nesse domingo um grande jogo, dois grandes times em campo. Não empatamos com um qualquer, não foi com um time insosso, assistimos a um jogaço com AÇO.
O clima do início ao fim do jogo era de final de campeonato. Apesar das muitas chances perdidas pelo Galo, apesar do meu coração ter batido no travessão junto com a bola no chute do Carlos César, dos meus olhos terem empurrado como mãos a bola do Marcelo Moreno, a grande Massa, a grande Nação não se calou. Cantou, brigou, cobrou.
Destoando do show das arquibancadas, uma arbitragem medíocre, mal intencionada tentou a profanação. Mas nem o show de horrores promovido pelos homens de camisa amarela, conseguiu impedir a bola de se render ao Maestro. Ele não marcou como gostaríamos, mas a bola definitivamente parece se curvar diante dele, implorar para que ele a ajeite, a passe para os outros.
Ao chegar em casa e conferir as atualizações das redes sociais, vi uma imagem de um torcedor exibindo com orgulho o escudo do Galo e uma frase me chamou de volta ao sonho, “como pode uma estrela brilhar muito mais que cinco?”.
Faço parte dessa Nação, que tal como o sol brilha por ser quem é sem a necessidade de holofotes ou ouro pra irradiar tanta luz. Tenho um DNA que não se entrega que não recua e nem se abate. Não posso deixar de crer no que busco há tantos anos. Não vou guardar meu sonho para o próximo ano. Enquanto a guerra não findar, vou ficar acreditar e lutar. Meu choro só vai brotar se for de alegria, minhas preces vão continuar seguindo para o céu, meu canto não vai parar, vai ser mantra, oração e devoção.
Sou atleticana e não desisto nunca!
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho
24/09/2012

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