terça-feira, 23 de outubro de 2012

Até quando o céu está nublado eu sou atleticana - 16/09/2012


Há dias em que o céu não chama à vida, mas ao recolhimento. Quando vejo o céu escuro me lembro de que escuro também é o preto, o mesmo preto que em dualidade com o branco, tecem o manto do Glorioso de Lourdes. Em dias nublados encontro no céu mais força pra minha paixão, entendendo a dimensão do amor que não é de conto de fadas, mas de vida real começo a minha coluna dessa semana.

O jogo do domingo teria sido um castigo à nossa exigência cega após tanto tempo sem ver o nosso Galo sendo destaque por atuações de brilhantismo ímpar? Na minha opinião foi mais um chamado, mais um alerta, daqueles que não dá pra ignorar, igual ao sexto sentido materno que nunca falha e que muitas vezes insistimos em não ouvir.

Passando hoje longe da poesia, vi em campo um time indiferente à partida, enquanto do outro lado, tínhamos um adversário aguerrido, correndo em todas as bolas e buscando o gol. O Galo desse domingo foi cúmplice de uma arbitragem fraca, atuou tal como o árbitro da partida. Parecia não saber o que fazer, parecia desconhecer o caminho.

Em outras colunas, chamei a atenção de todos para a racionalidade quanto à humanidade que permite que um jogador não esteja bem em todas as partidas, no entanto, o que vimos foi uma epidemia de desinteresse. Somos unânimes em dizer que para um time que almeja o alto, atuações como a de hoje não devem acontecer mais que uma vez por ano (sendo bem humilde) e olhe lá.

Graças a Deus a apatia dos gramados não atinge a grande Nação Alvinegra que está ao lado do time desde bem antes da fatídica, mas não inesquecível série B de 2006, que hoje muito mais consciente ainda sonha, que cobra, que investe isso seria perfeito se o que estivéssemos assistindo nas redes sociais não fosse tão bizarro.

Estou e estarei sempre com o Galo e isso não quer dizer que eu não possa apontar as falhas do time e me aborrecer com elas, o que me dá direito a isso? Estou absoluta no meu direito, por amar infinitamente o Clube Atlético Mineiro, por fazer para esse amor um altar na minha vida, por defender essa entidade diante das injustiças que sofre, por me dedicar e por lutar junto com o time, indo ao campo, adquirindo camisas, pagando o PFC e ensinando ao meu filho o tanto que isso é recompensante. Amor sem repreensão é como justiça sem misericórdia. Quem ama repreende, quem ama não ignora os defeitos do ser amado, quem ama mostra sim, quem ama aponta o caminho. É claro que temos que ter o imenso cuidado de não nos apossarmos de uma tirania que salte aos olhos e esquecermos tudo que já foi feito até aqui, muito menos de deixarmos a bronca ser maior que o amor.
Na semana em que uma faixa ofensiva de torcedores de outro estado, gerou revolta, mas fez também de rivais aqui em Minas, solidários na Campanha Força Dona Miguelina, porque tanta pirraça e intolerância entre nós que pertencemos à mesma família e vestimos as mesmas cores?
Graças à complexidade que Deus permitiu ao ser humano, somos diferentes, pensamos diferente, agimos diferente e sentimos as coisas de maneira diferente uns dos outros, caso contrário seria um tédio!
Minha visão não é e nem nunca será 100% correta, porque ela há de esbarrar na maneira de ser e sentir do outro, na sua individualidade e na sua vivência, por isso é preciso lembrar a todos que fazem parte da GALOSFERA, blogueiros, jornalistas, leitores, ouvintes, que, não precisamos escolher ninguém para ser o “cristo” que crucificaremos nas redes sociais, que cada um pense como quiser, escreva e fale o que quiser que haja o respeito ao outro e à sua opinião, mesmo e principalmente quando esta não for igual a nossa.
Corneta pra mim é aquele que nunca está satisfeito com nada, que todo jogo é ruim, que tudo que acontece pra ele é ruim, que inventa tempestades quando há chuviscos, não aquele que apoia, que analisa, que vibra e bate palma mas que cobra quando é evidente a necessidade de cobrar.
Que o respeito e amor ao Clube Atlético Mineiro que tantos insistem em bater no peito e dizer que possuem, se estendam também aos torcedores que não são fadados ao compromisso de pensarem como nós.
Para finalizar tenho um orgulho imenso de fazer parte da Web Rádio Galo e trabalhar com Eduardo e Beto que ousaram sonhar e fazer algo pela Nação Alvinegra, que fazem isso com um carinho imenso, que dedicam seu tempo a isso e que graças a Deus possuem suas individualidades, o que enobrece e enriquece o trabalho feito pela Web Rádio da Massa Atleticana.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 16/09/2012

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