domingo, 23 de junho de 2013

“Pro dia nascer feliz” 09/05

Vou pedir perdão ao poeta por usar suas palavras, mas sei que aos poetas é saboroso ver suas letras passearem pela boca dos apaixonados e amantes. Fazendo uso da paixão, adaptarei algumas partes pra registrar uma noite.
Após a contagem de dias e horas para o confronto da quarta à noite e chegado o momento, nem o mais otimista coração preto e branco talvez esperasse algo como o que vimos. Penso que o que tivemos foi a comprovação de que há doses de justiça sendo derramada sobre as Alterosas. O silêncio é força para os sábios e não podemos jamais nos esquecer disso.
Em verdade, é tempo de entender que não precisamos provar nada a ninguém, agir com a naturalidade do que somos, viver o dia a dia, experimentar cada passo e torna-lo tal como ontem, inesquecível e histórico. O mundo do esporte vai se encarregando do arquivo.
Da imortalidade conhecemos bem e a tão falada “tradição e copismo” não nos foi necessária para adquirirmos da dádiva de existir infinitamente.
Mais um dia intactos ante o descrédito, ilesos ao pouco caso e avessos à ironia que soou tanto como medo. Antes assim, me assusta menos o medo que a covardia e a deslealdade e dentro de uma competição sul-americana ainda temos como nos precaver de coisas que já conhecemos bem.
O título da coluna sugerido por alguém muito especial tem a cara de muitos jogos nesse primeiro semestre. Muito propício, como a parte da música que diz que todo dia é dia e tudo pode em nome do amor, para o GALO não há um dia e em nome desse amor somos como somos. Nós ao contrário do que o poeta cantou, enquanto o mundo inteiro dormia, ficávamos acordados, num frisson interminável, “atleticanamente” interminável. Inebriados pelo dia de ontem, esperando o dia seguinte, sem pressa, um dia por vez.
Saudações Alvinegras!
Leide Botelho 09/05/2013

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